Dandy Ace: ‘Yay ou Nay’? A gente te conta tudo!

Fomos convidados a testar Dandy Ace, um jogo 100% brasileiro de combate roguelike. Essa foi a nossa experiência com o game, que eu já adianto ser super animado!

Algumas semanas atrás eu fui convidada a testar o jogo Dandy Ace, que, além de ser super bonitinho, é 100% brasileiro. Eu, obviamente, disse que sim e saí pulando de felicidade pela casa (algo que não foi muito benéfico para o meu tornozelo torcido, mas passo bem). Agora, duas semanas depois, várias partidas perdidas, duas provas do Enem feitas (sem comentários), aqui está a minha mais sincera review.

Primeiro de tudo, você precisa saber que esse é um jogo de ação com visuais extravagantes e combate dinâmico, utilizando um sistema de ataque através do uso de diferentes cartas que podem ser de ataque (com cores roxas), defesa (azuis) ou mágica (amarelas), combinando bastante com o nome. O jogador assume o controle de Dandy Ace, um mágico super animado que é considerado o melhor do mundo. Mostrando que ninguém agrada a todos, ele e suas duas assistentes acabam sequestrados por seu concorrente, um ilusionista baixinho com complexo de Duende Verde, indo parar em um universo paralelo, onde eles estão dentro de uma mansão localizada em um espelho distorcido, à la Alice Através do Espelho (sério, ele até luta contra coelhos demoníacos e xícaras de chá possuídas). A chave para sair de lá? Sobreviver a todos os cômodos da casa, que formam as diferentes fases do jogo, ou morrer tentando… e acredite, você vai morrer!

Lele, o vilão do jogo, conta a história de sua rivalidade com Ace

Vamos falar sobre a gameplay?

Assim que o Ace é jogado dentro do espelho, ele encontra o malvadão da história, Lele, que se faz passar por bonzinho até convencê-lo a entrar dentro do castelo amaldiçoado. Já de início você tem acesso a três cartas, que são escolhidas aleatoriamente de um deck que pode ser aumentado através da fabricação de novas cartas, obtidas por meio de plantas encontradas após batalhas com coelhinhos malignos.

Eu morri algumas várias vezes, tanto que o jogo se cansou de me introduzir ao duende verde e passou a me jogar em um espaço vazio contendo apenas um mapa e as cartas da vez. Cheguei a pensar que esse era um jogo survival onde o player deve sobreviver o maior tempo possível em um mapa único, porém, após algumas pesquisas, descobri que haviam vários mapas diferentes, eu só era uma porcaria no jogo mesmo. Dá só uma olhada nesse mapa, cada setor é um ambiente diferente:

Uma captura mostrando o mapa do jogo
Cada cômodo da mansão é um mapa diferente

Vários dias depois, eu finalmente consegui sobreviver por mais de 60 segundos e atingi a segunda parte do game, a sala de jantar, e, finalmente, pude sentar pra escrever essa matéria, já que todas as funções do jogo são liberadas nessa fase. Quer saber sobre os outros mapas e inimigos? Então vai ficar com Deus, porque eu tenho certeza que vou demorar mais duas semanas pra passar disso. Ou melhor, estou apenas despertando sua curiosidade a respeito do jogo!

Vale falar também dos inimigos, os coelhos malditos, que sempre jogam alguma coisa em você. Há vários tipos diferentes de “minions”, forma como Lele se refere a seus capangas, e nem todos são coelhos. Na entrada, é preciso enfrentar lançadores de bolas de fogo e relógios cuckoo que te mordem, enquanto na sala de jantar é possível encontrar bonecas de chá que lançam bombas mágicas e xícaras mortíferas (não se preocupe, os coelhos são uma presença constante), e há ate mesmo alguns chefões ao longo da mansão.

Esses chefões, inclusive, são essenciais para a progressão da história do gameplay. No mapa acima, você pode ver que há alguns portões, certo? Cada um desses portões corresponde a um naipe de cartas de baralho (ouro, copas, pau e espadas), e suas chaves podem ser obtidas através da derrota de um dos bosses. Uma chave abre um portão, que contém outra chave em seu caminho e assim por diante, até que você encontre a saída do labirinto.

E como, de fato, funciona o combate?

Você pode equipar até quatro cartas de baralho, podendo incorporar outra carta como melhoria em um espaço abaixo dela e formando um novo tipo de ataque . Cada carta corresponde a um botão do controle e, como dito acima, pode ser de ataque, defesa ou magia. Partidas diferentes te dão combinações de cartas diferentes, o que deixa o jogo bem dinâmico e te deixa esperançoso para pegar sua carta favorita.

Além disso, o mapa muda constantemente, mesmo que você esteja sempre no mesmo lugar (no meu caso, a entrada). Na história, isso é explicado pelo fato da mansão estar sempre mudando, tornando-a um labirinto com infinitos caminhos. Você pode verificar a mansão da vez para não se perder, já que há um mapa do labirinto e portais que possibilitam o deslocamento rápido por áreas já exploradas, o que é interessante, já que, às vezes, os inimigos soltam cupcakes que regeneram o HP do Ace, e eu acho uma boa ideia deixá-los quietos até que você possa aproveitá-los por completo.

A combinação de inimigos também costuma variar, tornando o combate uma experiência bem dinâmica e divertida. Para você ter uma ideia de como funciona tudo, vou deixar um vídeo aqui onde é possível me ver apanhando de coelhos malditos em primeira mão.

Derrotado por relógios malditos… um destino bem cruel

E a dublagem e os gráficos, são bons?

Apesar de haver legendas em português, inglês, espanhol, francês e alemão, a dublagem está disponível apenas em inglês e português. No começo, eu selecionei o inglês como idioma do meu joguinho, pensando estar jogando na versão original. Quando vi que a desenvolvedora era brasileira, quase morri por ter cometido esse crime! Pelo menos agora vocês vão saber sobre as duas e eu que lute.

A versão em inglês é bem legal, com algumas piadocas engraçadas e expressões divertidas, mas, como br é br, a dublagem brasileira surrou a americana. Eu nunca vou tirar da minha cabeça o Ace falando “suave na nave”.

Dandy Ace possui um humor bem leve e engraçado
O Ace tem um humor sofisticado… para dizer o mínimo

Quanto aos gráficos, estes adquirem uma vibe bem cartunesca, com um design que parece lembrar uma versão meio bagunçada de um castelo digno da Rainha de Copas (ou do Chapeleiro Louco… talvez mais esse último) da Alice no País das Maravilhas. Tudo parece combinar muito bem com o tema de baralho, até o humor, nosso protagonista chega até a fazer piada com seu nome – e, sim, ele foi avisado que a piada não teve graça. Além disso, eu não encontrei nenhum bug visível na minha jogatina, o desenho era lindo e os movimentos também.

Ok, para não dizer nunca, o mapa da sala de jantar deu uma oscilada da primeira vez que eu fui parar lá, mas só. É bem provável que eu tenha mais bugs que esse jogo (Inclusive, parabéns de novo para a Mad Mimic).

Qual o veredito para Dandy Ace?

Eu amo enaltecer jogos de desenvolvedoras independentes, ainda mais os nacionais, e Dandy Ace, além de se enquadrar nos dois fatores, conseguiu me prender por ser mais que isso. O game é bem difícil no começo, fazendo com que você demore um tempinho pra pegar o jeito (minha primeira corrida durou apenas 54 segundos), mas, quando você menos esperar terá percorrido distâncias maiores em menos tempo.

A gameplay é bem fluida e não te enjoa facilmente. Mesmo que esse não seja um jogo para te fazer jogar tudo de uma vez, ele é definitivamente um título para chegar ao final e tentar de novo, até para os que não são fãs da mecânica de combate por meio de cartas (estou falando com vocês, pessoas que sentiram ódio em Kingdom Hearts: Chain of Memories, eu sinto sua dor).

O visual é bem bonito e, as personagens, engraçadas, até Lele tem sua parcela de carisma, apesar de ser meio maníaco egocênctrico. O destaque vai para as assistentes do Ace, que podem ser encontradas na entrada da sala de jantar e vendem upgrades para o mágico, oferecendo poções de saúde, novas cartas e até artefatos para ajudar em sua corrida. Os upgrades são permanentes e acabam por tornar a gameplay bem mais fácil, mas você perde todas as suas moedas e fragmentos ao morrer, então gaste todos eles o mais rápido possível!

Os criadores merecem reconhecimento por terem implementado um sistema de compras onde você pode ir desbloqueando as melhorias um fragmento por vez, caso não tenha dinheiro suficiente no momento e esteja com medo de perder tudo.

Além disso, as configurações da gameplay são bem customizáveis. Além de podem montar seu baralho como quiser, é possível escolher a frequência com que o narrador fala com você. Eu recomendo deixar na frequência mais alta, já que Lele é um comentarista bem engraçado e, certa vez, quando eu fiquei parada por muito tempo, chegou a dizer que estava entediado.

Ok, quero jogar. Como faço para não morrer?

Não morrer fica por sua conta, mas deixo aqui algumas dicas que podem te ajudar no meio do caminho:

  • Desvie dos ataques dos coelhos do demônio, sejam eles bolinhas mágicas ou garfos pontudos.
  • Procure cartas que deixem seus oponentes congelados ou desorientados, elas são ótimas para atacar.
  • Use muito a carta que joga cartinhas na cara do inimigo, ela estará disponível em todas as partidas.
  • Espere para comer o cupcake quando seu HP estiver baixo, ele não vai desaparecer do mapa.
  • Use as cartas de correr ou teletransporte para atravessar seus oponentes, além de fazer com eles percam um pouco de HP, você escapa de alguns ataques quando houverem inimigos demais no campo de batalha.
  • Ao chegar na sala de jantar, gaste o máximo de fragmentos possíveis, para que, mesmo que você morra, tenha feito progresso nas melhorias do Ace.
  • Não se esqueça de usar artefatos, recomendo o que te dá acesso a uma xícara de chá extra, já que ele restaura seu HP.

Já entendi sobre o que Dandy Ace fala e como não morrer. Onde eu posso jogar?

O jogo foi lançado para Xbox One, PlayStation 4, Microsoft Windows e MacOS. Aqui embaixo estão os preços e o link de cada loja:

  • Xbox One: Dandy Ace está disponível gratuitamente para todos os assinantes do Xbox GamePass, ou, se preferir, você pode comprá-lo na loja por R$29,95.
  • PlayStation 4: Infelizmente, os fãs do PS vão precisar pagar um pouco mais caro, já que o game sai por R$48,50 na loja do console.
  • PC: Quer você seja team Apple ou Team Windows, é possível encontrar Dandy Ace por R$29,99 na Steam.
  • Nintendo Switch: Por último, mas não menos importante, todos os fãs da Nintendo podem adquirir o título por R$29,99 na loja da empresa.

Anna Luíza Mosson
Estudante e geek, você provavelmente pode me encontrar jogando videogame, vendo séries e filmes ou lendo algum livro. Vida longa e próspera!