Crítica – “Thor: Amor e Trovão” é um recomeço digno e divertido para o herói

O longa se supera ao explorar mais sobre a cultura Viking.

Thor: Amor e Trovão
Reprodução/Internet

Desde sua primeira aparição no MCU, o vingador Thor se mostra em diversas facetas ao longo dos filmes. Sua personalidade autentica como deus do Trovão é explícita em sua pose como predestinado durante os longas. No entanto, a série de sofrimentos e perdas que o herói passou, resultaram em uma reação diferente de tudo que já foi visto. E após muitos altos e baixos, a figura central de “Thor: Amor e Trovão”, ganha um recomeço surpreendente.

Um dos especiais do novo filme se deve a transformação de Jane Foster (Natalie Portman) na Poderosa Thor. A personagem está passando por um câncer e encontra na nova personalidade a força do trovão, capaz de assegurar por um momento a sua doença. Ela se destaca em grandes cenas de luta, se tornando uma heroína essencial para a história.

Ao longo do enredo todos os pontos essenciais para a compreensão da longa história de Thor, são explicados de forma dinâmica, engraçada e sem uma superficialidade forçada. A história é iniciada de forma simples e clara, descrevendo os motivos que levam o vilão Gorr (Christian Bale) a agir contra todos os deuses.

Além disso, no primeiro ato, os Guardiões da Galáxia fazem uma rápida participação, mas já dão para o filme sua essencial característica: ação e diversão. Thor deixa de caminhar ao lado de seus amigos e passa a lutar por sua própria história e busca pessoal junto de Korg.

Pensando nos outros filmes estrelados por Chris Hemsworth, os fãs tem uma expectativa simples para o desenvolvimento dessa trama. Em diversos pontos, o longa consegue surpreender o telespectador, começado pelo fato da nova identidade visual de Thor, que ganha alguns efeitos especiais já que seu antigo interesse romântico está a tona com um visual muito parecido.

Diante disso, a fotografia do filme gera um grande impacto, principalmente pelo contraste da luminosidade dos trovões coloridos de Thor, somado ao contexto dos deuses, com a estética das trevas do vilão Gorr. Dessa forma, visualmente o longa se torna tão atrativo quanto a história.

Outro fator que colabora na construção dessa obra, se deve a trilha sonora. Representando um novo começo para o deus do Trovão, uma série de músicas foram escolhidas que representassem sonoramente essa evolução, dentre elas muitos clássicos do Guns N’ Roses. E junto dos efeitos, elas contribuíram fielmente para expressar essa estética.

A atuação de Christian Bale é determinante para que o vilão seja contemplado com uma história original. As aparições de Gorr tem grande impacto, sua caracterização impecável contribuiu para isso, além da notória performance do ator. Com uma história completa dentro de um único filme, ele consegue ser apresentado de forma convincente, apesar de que seu desfecho se dá de forma rápida e com certeza poderia ser estendido para um novo longa.

Natalie Portman também exerce devido destaque na interpretação da Dra. Jane Foster e de Poderosa Thor também. Ela fica em alta por ser uma personagem intensa, divertida e ao mesmo tempo apresentar uma história complexa e dramática no enredo. As suas performances nas cenas de luta são surpreendentes e mostram uma heroína como a Marvel nunca viu antes.

Thor e sua busca pelo sentido na vida

O personagem principal arranca diversas risadas do telespectador, que se diverte em sua busca pelo sentido da vida. Thor passou pela perda de seus irmãos, de seus pais e principalmente: por se perder em meio a falhas e derrotas que ele viveu durante a sua caminhada.

Diante disso, esse filme se torna o momento de sua redenção, onde ele precisa encarar de frente mais uma vez os seus antigos demônios e conquistar mais uma vitória que o alegre por inteiro. Só que dessa vez, ele encontra algo maior para lutar e descobre no que pode fixar seus esforços: no amor.

Tal representação é dada pelo retorno de Jane Foster, mas também por novas conquistas que Thor adquire nessa trajetória, dentre elas uma característica inovadora e especial: uma boa relação com crianças, dentro e fora de campos de batalha.

“Thor: Amor e Trovão” é um novo começo para um personagem que sobreviveu a diversas variações das fases da Marvel. O filme se conecta com o público deixando claro a mensagem que quer passar, de forma divertida, espontânea, leve e empolgante. As novidades apresentadas nessa história, trarão evidentes mudanças na vida do deus do Trovão, que agora tem um novo integrante na família para lidar (e infelizmente não é o Loki).

Nota da autora:

Avaliação: 4.5 de 5.

Isabella Rocha
Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!