Crítica – “O Telefone Preto” é o novo terror angustiante e enigmático da Blumhouse

A história envolve um serial killer e forças sobrenaturais.

Telefone Preto
Reprodução/Internet

Scott Derrickson é conhecido na indústria cinematográfica por dirigir obras assustadoras como “O Exorcismo de Emily Rose” (2005), “A Entidade” (2012) e também por fazer parte da equipe técnica de “Doutor Estranho 2” (2022). Ele é o responsável pela direção do novo terror da Blumhouse, “Telefone Preto”, que mistura uma história sobrenatural com um serial killer inesperado.

A história do longa versa sobre uma recente onda de crimes, em que crianças de uma cidade pacata dos anos 70 tem sumido misteriosamente. Os desaparecimentos ocorrem através de uma vã preta com balões, porém essa informação foi escondida pela polícia local. A garotinha Gwen (Madeleine McGraw) consegue acessar os detalhes desses casos através de seus sonhos e tudo começa mudar quando seu irmão Finney Shaw (Mason Thames) também desaparece.

O filme possui uma série de notáveis técnicas de roteiro que envolvem o telespectador em um trama assustadora, agoniante e enigmática. Isso se deve pela perseguição imposta do serial killer, vivido por Ethan Hawke. Ele arquiteta suas vítimas de tal forma que elas conseguem contribuir para o momento, mesmo depois de mortas. Isso porque as almas se conectam com Finn através do telefone preto, para que ele consiga escapar dessa emboscada.

Para um longa de terror da Blumhouse, de fato a história apresenta poucos sustos e um horror mais suavizado, dando um destaque maior para a temática de um thriller psicológico. De certa forma, isso enfraquece os recursos usados para amedrontar, uma vez que o suspense ganha um foco maior e colabora em todos os plots que a história apresenta.

Um ponto notável se deve a interpretação das crianças, que estrelam a obra, ganhando mais tempo de tela que o próprio Ethan. Mason e Madeleine entregam uma performance fidedigna ao drama vivido, trazendo uma alta intensidade para o público que consegue se conectar por inteiro com o enredo.

Os efeitos visuais do longa não são o ponto principal da fotografia, uma vez que a estética sobrenatural se dá poucas vezes. No entanto, a imagem exala uma palheta de cores sombria, combinando perfeitamente com o enigma proposto pela narrativa e dessa forma, também integra o ambiente dos anos 70.

“O Telefone Preto” é um filme que dá muito medo?

Para os grandes admiradores de terror, ao notar mais uma obra da Blumhouse com a direção de Derrickson, pode-se esperar uma narrativa assustadora e arrepiante. No entanto, essa não é a entrega do filme. O grande serial killer que deveria ser amedrontador, na verdade é apenas um psicopata inesperado, que não ganha tanto destaque na trajetória.

O momento de maior medo está concentrado nas almas, que não exercem nenhum poder completamente maligno, apenas algumas surpresas em tela. Na realidade, elas são responsáveis por ajudar a derrotar o Sequestrador, que tem seus planos por água abaixo com as chamadas que Finn recebe.

“Telefone Preto” é um terror enigmático, bem conectado, mas não tão assustador quanto se espera. A história é angustiante e rende alguns sustos no telespectador, mas não é o tipo de filme que te deixa sem dormir a noite. A trama se encaixa na proposta de thriller psicológico e chama atenção por abordar crianças em um contexto emocional desesperador.

Nota da autora:

Avaliação: 3 de 5.

Isabella Rocha
Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!