Crítica | Maligno

O longa tenta emplacar de várias formas, mas não consegue nenhuma de forma decente.

Não há muito o que dizer sobre o novo filme de James Wan (Aquaman). Particularmente, a cabine de imprensa dividiu opiniões, mas a maioria não curtiu o longa.

O filme conta a história de Madison (Annabelle Wallis), que fica paralisada por visões chocantes de assassinatos terríveis, e seu tormento piora quando ela descobre que esses sonhos acordados são, na verdade, realidades aterrorizantes. A história em si tem muito potencial, que é explorado no começo do filme, mas que vai ficando morno da metade pra frente.

O elenco também é bem morno, trazendo Annabelle Wallis (A Múmia), que de cabelo preto fica parecendo uma sósia da Sandra Bullock, Jake Abel (Percy Jackson) que dura duas cenas do filme, além de Maddie Hasson (God Bless America) e George Young (Home).

O destaque de Maligno é para os efeitos especiais que fazem as transições entre os locais em que Madison fica presa. Entretanto, o lado maligno em si não ficou tão bom, parecendo mais um Jack Skellington do demônio.

Malignant'; The Creepy First Trailer & Poster For James Wan's New Horror Film Have Arrived - Screen-Connections

Depois que assistimos o filme, percebemos que a trama toda era previsível, mas por ser tão óbvio, descartamos rapidamente. Isso não é um problema, já que os sustos da primeira metade são as garantidas de que o filme valeu o ingresso, mas na segunda metade, tudo se torna uma grande perseguição sem sustos. A realidade é que o filme tenta muitas coisas: assustar, entreter, trazer pontos de comédia e fazer terror psicológico, mas acaba não conseguindo atingir nenhuma dessas intenções de maneira decente.

Mas eu tenho que reconhecer que as cenas cômicas trazem uma graça pro filme e também valem a pena. Assistiria de novo? Somente se entrasse em um dos catálogos de streaming que eu assino. Recomendo? Só se o cinema da sua cidade estiver vazio e com ingressos baratos.

Nota: 3/5.