Crítica | Jurassic World: Domínio

O terceiro filme da franquia entrega muita nostalgia e bons efeitos visuais. A estreia é nesta quinta (02).

Para quem é um fã da sequência de filmes Jurassic Park, vai gostar de assistir Jurassic World: Domínio. O filme relembra algumas cenas da franquia e traz alguns fechamentos importantes, mostrando, até mesmo, algum tipo de desenvolvimento para os próprios dinos.

É isso mesmo, se na sequência aprendemos que os raptores conseguiam abrir portas e comunicarem entre si, dentre outras coisas, nesse último há uma certa relação de desenvolvimento estratégico entre duas das três maiores criaturas pré-históricas.

No longa, existe um encontro entre a velha e a nova guarda, ou seja, Sam Neil e Laura Dern encontram Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, o que é algo icônico, de fato. Poder ver os dois juntos novamente na franquia me deixou muito emocionado, principalmente porque é uma franquia que eu tenho muito carinho.

A trama é bem desenvolvida, e eu diria que, até mesmo, esperada pra quem ja conhece todos os filmes. Neste, Claire (Bryce Dallas Howard) e Owen (Chris Pratt) precisam resgata a filha clonada dos caçadores pela empresa Biosyn, grande controladora de ativos como farmacêuticos e produtos agrícolas (parece até uma empresa famosa que também começa com a letra B…), juntamente com um dos raptores.

A relação que Spielberg faz com a raptor sequestrada e Maisie Lockwood (Isabella Sermon), a filha clonada de Charlotte Lockwood (Elva Trill) é deveras interessante, ainda mais quando o lema da empresa Biosyn é de que compreender os dinossauros ajuda a compreender mais a própria humanidade, ou algo desse tipo. Basicamente, a jovem Maisie é resultado de algo que um famoso casal de ex-bbbs apenas sonha para os filhos: zerar os genes de doenças.

Ao mesmo tempo, Alan e Ellie reencontram o egoico Dr Ian Malcom, numa tentativa de provar que a Biosyn é a responsável pela distribuição de uma grande e complexa praga que ameaça a demanda alimentar do mundo.

Preciso dizer que ver os dois atuando novamente juntos é como se Jurassic Park 3 tivesse sido ano passado, mas, ao mesmo tempo, dá aquela sensação de que são celebridades mesmos dentro do filme. Sabe em Friends, quando aparece alguém famoso e a plateia começa a aplaudir, e depois voltam à atuação? Foi desse jeito que eu senti os dois na primeira parte do filme.

Apesar disso, Laura Dern está incrível no filme e eu admiro muito o trabalho da atriz. A última vez que eu a vi em cena foi em Big Little Lies – eu sei que ela fez muita coisa depois, mas minha memória é curta – e vê-la agora é como se fosse outra pessoa, pela atuação, mas, principalmente, porque é o mesmo papel, 21 anos depois, e a gente percebe que ela envelheceu (muito bem, por sinal).

E por falar em envelhecer bem, seu par romântico não assumido, Sam Neil, ficou muito mais lindo com aquela barba, o que dá, também, uma ideia dos anos que se passaram, e o impacto que isso causa na gente, principalmente quando entendemos que nós também envelhecemos, é grande.

Além do elenco já conhecido de Jurassic World, como Justice Smith, Omar Sy e Daniella Pineda, novos rostos se juntam ao elenco, como Mamoudou Athie, no papel de Ramsey Cole, e DeWanda Wise, como Kayla Watts.

Os efeitos especiais dos dinossauros não deixam a desejar, e o longa fecha todos arcos abertos ao longo do próprio filme, o que é excelente e não causa ansiedade nos telespectadores. O filme é excelente para assistir em família, e até vale um ingresso de cinema se você encontrar uma boa promoção para se divertir com os filhos (maiores de 13 anos, claro).