Crítica – “DC Liga dos Superpets” desenvolve animação descontraída e repleta de referências

O filme mistura poderes, amizade e rende muitas risadas.

DC Liga dos Superpets
Reprodução/Internet

A junção de heróis clássicos e pets super poderosos e descontraídos é um dos melhores feitos da DC. Liga dos Superpets é uma animação que veio para surpreender o telespectador e mostrar que um verdadeiro super poder é a confiança e amizade. A produção conta com a direção de Jared Stern, que também assina o roteiro ao lado de Jerry Siegel.

A história inicia mostrando a fidelidade que Krypto tem com o Superman desde que vieram juntos para a Terra. O desenvolvimento do longa se dá com alguns famosos heróis lutando contra o mal e dessa vez com a ajuda de pets que receberam poderes recentemente.

Após algumas desavenças, a Liga da Justiça é presa por uma ajudante do vilão Lex Luthor. Novos pets que estavam para adoção, encaram a missão ao lado de Krypto para resgatar seus heróis e proteger a cidade desse mal. Nessa introdução, é apresentado ao DCEU: Ace, PB, Merton e Chip.

O filme de primeira, pode trazer uma impressão estranha ao público. Isso se deve pela construção da conexão de Krypto e o Superman, que é linda e exageradamente conectada. É a partir dessa quebra que a obra ganha o seu destaque.

Dessa forma, a animação se sobressai por introduzir uma série de personagens curiosos que dão uma ampla base para um enredo mais desenvolvido.

Uma vez que esses amigos não se tornam um arco central repetitivo, o longa consegue misturar drama e muito humor em uma aventura repleta de ação. Com altas referências ao universo da Liga da Justiça e há quem diga da própria Marvel, a narrativa oferece muitas sacadas engraçadas e divertidas que atendem a todos os públicos.

Apesar do teor cômico e da estrutura de animação, o filme se encaixa dos fãs fervorosos da DC até crianças que aleatoriamente escolhem uma história de pets com super poderes para assistir. Essa versatilidade chama atenção dentro de um roteiro ousado, mas esperto e suficiente com a proposta que deseja.

Salvo algumas ressalvas, uma vez que a história contempla uma série de “deus ex machina”, surpreendentes acontecimentos que resolvem tudo “do nada”. Ainda assim, pode-se considerar certa maturidade na produção, que acompanha fortes indícios de continuação.

Os personagens apresentam peculiaridades que se entrosam de uma forma completamente compreensível e divertida. Dentro disso, a história se torna leve, tranquila e com um olhar simples, ela conquista e faz o telespectador se identificar com as situações, mesmo que ficcional.

Em menos de duas horas de tela, os superpets se mostram uma nova equipe da DC que promete um desenvolvimento maior nos próximos filmes. Isso porque a história sugere uma continuação e a cena pós-crédito traz uma figura importante para a DC, que pode ser apresentada no futuro (além de já ter um filme live-action já confirmado).

“DC Liga dos Superpets” desenvolve uma animação repleta de fantasia, aventura, reflexões e muita diversão.

O filme versa sobre todos os públicos e ganha os fãs de carteirinha da DC com uma série de referências que o tornam mais divertido, além de revelar uma maior excelência na construção do roteiro.

Krypto aprende em toda a trajetória, principalmente com Ace, que a lealdade e o amor valem mais do que os superpoderes. Dentro dessa construção, o filme se torna além de uma história de super-heróis, mas também um enredo humanizado, mesmo com o protagonismo de pets.

Nota da autora:

Avaliação: 4.5 de 5.

Isabella Rocha
Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!