Crítica – “Assassino Sem Rastro” desenvolve uma narrativa de vingança, com muita ação

O longa tem uma história complexa, com pontos previsíveis.

Assassino Sem Rumo
Reprodução/Internet

O diretor Martin Campbell constrói mais uma trajetória de vingança em “Assassino sem Rastro”. O longa tem o estrelato de Liam Neeson, que carrega um personagem complexo e cheio de arcos inesperados. A história se desenvolve como uma ação constante, mas em partes previsíveis.

O enredo mostra o assassino profissional Alex Lewis (Neeson), que decide se aposentar, mas antes recebe um último trabalho. Ao decorrer das vítimas e provas que ele vai atrás, ele percebe que o alvo dessa vez vai de contra os seus princípios por ser uma jovem de 13 anos. Posterior a isso, ele descobre que o caso é muito mais profundo e precisa lidar com uma nova vingança em meio a seu estado de saúde piorando.

Uma das partes mais interessantes do longa, é o envolvimento do FBI na história. Assim como o já esperado em filmes como esse, o agente Vincent Serra (Guy Pearce) faz o papel de única fonte ligada ao assassino que na verdade tenta resolver de fato o grande crime. Pelas cenas de perseguição, mortes e ação constante, o longa se sai muito bem em fotografia e dinamismo visual.

A história se desenvolve apresentando novos criminosos envolvidos em um tráfico de crianças. Cada vítima recebe uma sentença por conta de seu envolvimento e dessa forma, a narrativa apresenta diversos arcos que se conectam de uma maneira compreensível. No entanto, o telespectador espera por um momento mais surpreendente, algo como um grande plot twist, que infelizmente não é entregue ao longo do filme. Inclusive, a tentativa de grande surpresa ao final do filme, se dá de forma fraca e esperada.

Neeson e Pearce são um dos maiores destaques do longa. As atuações entregam uma realidade e intensidade que prendem o telespectador na tela e tornam a história completamente comprável. Eles conseguem transpassar o drama e a força vivida por seus personagens, que também possuem um curto entrosamento na trama.

“Memory” é o título original do longa e isso explica um dos principais ganchos da história. O assassino Lewis está no início do desenvolvimento de alzheimer e algumas informações para a sua missão são importantes e não podem ser esquecidas. Uma das principais reviravoltas do filme, se dá justamente por um esquecimento que pode ser fatal para a construção de um grande caso contra os criminosos.

O roteiro de Dario Scardapane e Erik van Looy apresentam uma boa construção, quando se pensa na conexão dos fatos. É um filme bem explicado e apesar de uma série de arcos diferentes com a apresentação de novos episódios, é possível entender a história completa. No entanto, a narrativa pode ser considerada fraca quando se analisa seu conteúdo, pela previsibilidade, falta de grandes reviravoltas e uma finalização simples.

“Assassino Sem Rastro” é o tipico filme de ação simples, mas que ganha o público que não coloca muita expectativa, o que é difícil, visto a equipe técnica e elenco apresentado. Com uma história de vingança bem explicada e cenas intensas, o longa consegue prender o telespectador em muitos momentos e desenvolve uma boa trama de perseguição. É o típico título que passa na programação televisiva a noite, se integrando bem a proposta dessa forma.

Nota da autora:

Avaliação: 3.5 de 5.

Isabella Rocha
Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!