Vale a pena assistir Rebelde da Netflix?

A nova série tem divido a opinião do público. Mas será que vale a pena conferir o reboot?

Rebelde Netflix
Reprodução/Internet

O novo reboot de Rebelde da Netflix chegou na plataforma recentemente e já tem dado o que falar. A trama é ambientada no mesmo universo da versão mais célebre da novela em 2004. Há fortes referências do clássico, com uma visão mais contemporânea dos adolescentes da EWS (Elite Way School). A série tem dividido a opinião do público, mas se encontra entre as mais assistidas da plataforma.

Um novo grupo de adolescentes se interessa pelo programa de música do colégio de elite. Com o retorno de Celina (Estefánia Villareal), melhor amiga da protagonista Mia Colucci na novela original, como diretora, os alunos passam por diversos desafios e conflitos com a interferência da seita, uma organização anônima de mascarados que atacam os alunos cotistas.

O reboot aposta em representatividade dentro de uma história muito parecida com a original. Além disso, a diversidade do elenco é nítida e os personagens apresentam histórias fundamentadas, que ao longo dos oito episódios são apresentadas de maneira clara, deixando a personalidade de cada personagem marcante. Inclusive, a brasileira Giovanna Grigio representa uma aluna de mesma nacionalidade Emilia e tem um grande destaque na história.

Rebelde Netflix
Reprodução/Internet

Essa tentativa de transformar a narrativa, não foi bem vista por boa parte do público que ainda esperava uma ligação mais forte com a novela de 2004. De fato, a série tem aspectos muito parecidos com outra produção original da Netflix, “Elite” e isso se deve principalmente por abordar questões de sexualidade de maneira mais evidente e intensa. No entanto, isso não excluí a qualidade do roteiro que se conecta de maneira coesa e deixa a história interessante.

No entanto, a extensão de algumas problemáticas no enredo podem ser cansativas e com poucos episódios, poderia ser abordado outros temas em vez da insistência de dramas específicos. Um caso específico é a personagem de Azul Guaita, a protagonista Jana que vive em função de resolver os conflitos e poucas vezes sua personalidade é desenvolvida, principalmente por ela ter um passado como uma artista de sucesso.

A parte musical de Rebelde é um dos temas centrais de todas as edições que já fizeram algum remake da história. Dessa vez, a nova versão da Netflix conseguiu trazer um novo olhar sobre a perspectiva musical, com performances mais intensas e de certa forma, apelativas também. Em muitos momentos, a seita anônima protagonizou mais a narrativa do que o próprio talento dos jovens.

Se você estiver procurando por uma série clichê adolescente, com dramas familiares e conflitos entre os jovens, o novo reboot de Rebelde da Netflix é a escolha certa. Olhando para a série como uma produção a parte dos remakes da novela, a série não decepciona e traz um gancho interessante para a produção de novos episódios. Caso você seja um fã fiel de Rebelde, pode ser que a nova produção te decepcione um pouco.

Isabella Rocha
Isabella Rocha Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!