Crítica – “Lulli” é uma produção da Netflix sobre amadurecimento e desenvolvimento pessoal

Uma comédia romântica que reflete mais sobre o comportamento, do que o amor.

Lulli - Netflix
Reprodução/Internet

Recentemente o filme “Lulli” chegou a Netflix e já tem feito sucesso entre os fãs. A trama é protagonizada por Larissa Manoela que vive uma estudante de medicina. O longa que promete ser uma comédia romântica nacional, se torna uma história reflexiva que traz à tona considerações relevantes sobre o comportamento humano.

Lulli tem um grande sonho de se tornar cirurgiã e no meio de seus estudos sofre um acidente em um aparelho de ressonância magnética. Após levar um choque quando mexe no instrumento sem permissão, ela passa a ouvir o pensamento das pessoas quando as toca. Esse “dom” gera algumas confusões e soluções na vida da estudante.

O filme apresenta uma boa conexão da história dos personagens coadjuvantes com os principais. As tramas se conectam, cercando o mundo de Lulli de uma maneira real e para uma produção brasileira que se passa no país, as relações são bem construídas tornando o enredo rico e aprofundado. Como o caso dos amigos estagiários de Lulli, que vivem dramas particulares fundamentais para a história.

O roteiro de Renato Fagundes e Thalita Rebouças representa uma boa narrativa, com alguns desfechos coerentes, que envolvem o público de uma boa maneira e te faz sentir uma relação de proximidade e alta conexão com a personagem principal. No entanto, o filme não atinge o humor proposto, a “comédia” se torna mais um longa com a temática de desenvolvimento pessoal, comportamento e amadurecimento.

O que tenta salvar a situação são algumas colocações da personagem de Amanda de Godoi, que vive um drama paralelo sem um desfecho desenvolvido. Além disso, o personagem de Sérgio Malheiros, sem essa intenção, protagoniza a trama com uma história não convencional e completamente interessante para o enredo.

A estética de “Lulli” contribui para a realidade que o filme intenciona. Uma estudante de medicina, que mora em uma cidade humilde no Brasil. O panôrama do país é sutilmente escancarado através de pequenos elementos como as cenas no ônibus e os detalhes do lar da personagem principal. Entretanto, a trilha sonora do filme não chama atenção e poderia ter sido utilizada a favor desse aspecto de ambientação.

Um ponto notável do filme é a atuação de Larissa Manoela. A atriz demonstrou grande maturidade artística para a interpretação de Lulli, desvinculando, mais uma vez, sua imagem infantil em uma produção original da Netflix, Ela conseguiu se entregar ao papel de uma maneira sólida e convincente.

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No mais, o filme dirigido por César Rodrigues é uma boa aposta para o gênero. Por mais que o longa não te arranque muitas risadas, a história é gostosa de acompanhar e para quem curte enredos sobre desenvolvimento pessoal e amadurecimento, “Lulli” é uma ótima dica.

Isabella Rocha
Isabella Rocha Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!