Crítica | Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa carrega trama incrivelmente emocional de valor inestimável

O terceiro filme de Homem-Aranha estrelado por Tom Holland se encontra atualmente em cartaz nos cinemas

Crítica | Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa carrega trama incrivelmente emocional de valor inestimável
Crítica | Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa carrega trama incrivelmente emocional de valor inestimável

Tendo estreado na última quinta-feira (16), Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa põe Tom Holland novamente à frente das telas como o famoso herói em mais um filme da Marvel Studios e Sony Pictures.

Partindo da cena pós-crédito final de seu segundo filme, Longe de Casa, o longa-metragem inédito embarca em uma jornada eletrizante envolvendo o multiverso, além de contar com a participação de outros personagens como Doutor Estranho e as figuras chaves e aguardadas, os vilões ultra dimensionais, como apresentados nos materiais divulgados.

O terceiro filme de Homem-Aranha é claramente uma trama de amadurecimento para o jovem Peter Parker atual do começo ao fim. A produção entrega inúmeros fatores que levam ao crescimento do personagem, proporcionando momentos chaves para torna-lo um herói líder e um tanto independente. Embora seus filmes anteriores prometam tal questão, esse é definitivamente o projeto que cumpre com sua premissa evolutiva.

A atuação de Tom é um fator preponderante para tudo ficar ainda mais divertido e deixar o processo interessante. Ele prova que não é apenas um jovem repleto do humor do Aranha sem problemas reais. Existe a sensação de conexão por cada momento na tela através de sua brilhante performance, ressaltando que é digno de assumir o manto de Peter Parker para a cultura pop. O crescimento de Holland é visível e gratificante, e se consagra como sua melhor performance até o momento no MCU.

Apesar da trama parecer perdida em seu início, e provavelmente, cansativa em brevíssimos momentos, e ser apenas um filme ambicioso que brincará com o fã service para conquistar seus telespectadores, tudo faz bastante sentido na jornada. Esta não é uma produção que quer agradar à toa a quem assiste com seu enorme catálogo de personagens. Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa é divertidamente eletrizante e emocionante, como uma montanha russa cheia de surpresas, e que felizmente, entrega ótimos momentos marcantes.

Há muito o que processar em Homem-Aranha 3, com vários personagens para assimilar e conter a emoção para o que ainda há de vir, porém, existe uma divisão muito bem distribuída para destacar que cada figura presente é uma peça essencial para compor esse grande quebra-cabeças que deixa bem claro o roteiro extremamente bem trabalhado pela dupla Erik Sommers e Chris McKenna.

O clássico humor da fórmula Marvel é devidamente bem colocado na trama, cabendo a esta se estender para os figurões de volta às telas, funcionando devidamente bem entre estes, destacando o incrível retorno de Doutor Octopus por Alfred Molina, e o grande e divertido alívio cômico do filme, Jacob Batalon, interprete de Ned, melhor amigo de Peter. E além de não ter ganhado tanto protagonismo nos dois filmes anteriores de Homem-Aranha, Zendaya finalmente ganha seu espaço no time do Teioso, além de se tornar uma parte bonita e significativa da essência de Parker.

Os vilões funcionam muito bem em conjunto, no entanto, não há como deixar de lado e destacar a performance única de Willem Dafoe como Duende Verde. O vilão que marcou uma geração no primeiro filme de Homem-Aranha estrelado por Tobey Maguire mostra em todos os sentidos o quão atemporal é seu relacionamento com o papel, pegando inclusive para si, cenas de ação de tirar o fôlego. É visível também o quão Jamie Fox cresceu com Electro, agraciando cada momento em tela a qual esteve presente.

A perda dolorosa de uma figura importante é um grande ponta pé para os atos finais de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, contando também com a presença estritamente essencial de personagens que clareiam a história, além de guiarem as motivações reais de Holland como Homem-Aranha, e o que realmente significa ser o amigo da vizinhança, embora tudo esteja desabando ao redor. As participações são visivelmente o que há de melhor para aquecer o coração dos fãs, e em momento algum, é apenas um elemento para subornar a quem assiste.

É emocionante pensar em como os estúdios se puseram no lugar de seus telespectadores, entregando o que de fato, um fã de quadrinhos e da cultura pop em geral, sempre desejou. Os visuais são ótimos e não há como desgrudar os olhos da tela, especialmente em seus momentos finais. A produção carrega consigo o fator da emoção e sem dúvidas, a nostalgia, em cada pedacinho a qual se propôs a mostrar.

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa não é nem de longe uma despedida para Tom Holland no clássico papel, ou sequer uma preparação para isso, e sim um recomeço intrigante e deveras empolgante. A essência do herói nos quadrinhos transpassado ao ator em pequenas referências e detalhes ao final desta trama são do mais alto nível de fã service que um amante nerd poderia ter. Este é apenas o começo de um turbilhão de aventuras que o personagem ainda entregará futuramente, e que mal dá para conter a ansiedade.

As duas cenas pós-créditos são importantes para o futuro da Marvel Studios, mas não cumprem o papel esperado de roubar a bagagem emocional fornecida pelo filme anteriormente reproduzido. Porém, é inevitável não afirmar que promete grandes histórias para o universo cinematográfico em diante.

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa está atualmente em cartaz nos cinemas.

Nota geral do autor:

Avaliação: 4 de 5.

Felipe Pinheiro
Felipe Pinheiro Redator, social media, apresentador, estudante de Jornalismo, missionário de Star Wars e outras nerdices.