Amanda “AMD” fala sobre e-Sports e dá dicas para mulheres

Olhando para a trajetória de AMD, é possível tirar algumas lições, sobretudo as mulheres que desejam seguir uma carreira na área. Veja só!

Imagem de RODNAE Productions em Pexels

Aos 26 anos, Amanda “AMD” já é uma veterana de e-Sports. A ex-pro player de CS:GO agora é comentarista, e só deixou as competições por conta de uma tendinite.

Porém, o que ela aprendeu, é algo que deseja passar para a frente. Em entrevista exclusiva à Betway, a jovem contou que sempre quis ser uma jogadora profissional e que enfrentou vários desafios, muitos apenas por ser mulher.

Olhando para a trajetória de AMD, é possível tirar algumas lições, sobretudo as mulheres que desejam seguir uma carreira na área. Veja só!

Continuar independentemente das opiniões

Sentir que está no caminho certo, por meio da opinião de outras pessoas, é muito importante – mas não é tudo. Se tivesse apenas ouvido a mãe, que não imaginava que a filha iria tão longe, talvez AMD tivesse desistido logo no começo.

“Desde muito cedo, eu sempre quis que a minha profissão fosse ser jogadora de CS. O problema é que lá em 2010 tinham pouquíssimos exemplos femininos que tiveram sucesso. E foi por isso que foi difícil para minha mãe acreditar que eu chegaria a algum lugar”, afirma na entrevista para o site de eSports bets Betway.

A mãe da jovem só comprovou o potencial da carreira quando AMD disputou o primeiro torneio mundial, em 2017. Aliás, foi a partir dessa época que a competidora passou a receber salário e ser reconhecida como atleta profissional.

Lutar como uma garota

Para crescer no segmento de jogos eletrônicos, as mulheres precisam comprovar ainda mais talento e expertise. Porém, isso pode ser visto como uma alavanca para continuar. Aquela popular expressão “lute como uma garota” é uma das lições em que AMD acredita.

Ao falar sobre o que aprendeu com a amiga Olga Rodrigues, hoje competidora da FURIA, AMD destaca o fato de ela não desanimar diante das dificuldades. “Naturalmente, a gente tem que se esforçar dez vezes mais somente por ser mulher. Eu não falo isso para romantizar o esforço excessivo dela, mas sim pela força que ela teve de, mesmo precisando de isso tudo, não ter desistido. Torço muito por ela e, se ela está onde ela está, é porque precisou lutar não dez, mas cinquenta vezes mais para isso”, analisa.

Fazer amizades no mercado

Quem disse que não é possível fazer amizades nos e-Sports? Na opinião de AMD, as relações feitas antes e durante as competições são essenciais para a carreira – para a vida. A ex-pro player até reconhece que essa é uma das melhores partes do cenário gamer, e que merece ser aproveitado.

“Eu tive oportunidade de jogar com as melhores do cenário. É uma experiência muito doida, porque muitas dessas meninas eu assistia no começo da minha carreira e sonhava em jogar junto, a Santininha é um exemplo desses. Eu tenho contato com todas, inclusive com as que não eram minhas amigas. Eu acho que o mais gostoso desse mundo é isso daí: como a gente cria laços de um trabalho que ficam para a vida.”

Além de ser comentarista, AMD possui projetos que visam incentivar uma maior participação feminina nos e-Sports. Pelo visto, ela ainda tem muito a conquistar, ainda que seja longe das competições tradicionais.

Vitor Cayres
Vitor Cayres Fundador, formado em Publicidade e Propaganda, paulista e, enquanto não consegue ir para Marte, acredita que um dia teremos respostas sobre as origens dos Aliens.