Crítica | Eternos se empenha em entregar proposta única e tem trama consideravelmente marcante

O novo filme da Marvel Studios dirigido por Chloé Zhao já se encontra em cartaz nos cinemas

Crítica | Eternos se empenha em entregar proposta única e tem trama consideravelmente marcante
Crítica | Eternos se empenha em entregar proposta única e tem trama consideravelmente marcante

Na última quinta-feira (04), foi lançado oficialmente nos cinemas, Eternos, o mais novo filme da Marvel Studios, dirigido pela vencedora do Oscar, Chloé Zhao. Prometendo ser o mais distinto projeto dos estúdios, a produção consegue entregar uma trama diferente.

Conhecido como os super-humanos ou deuses da Marvel, o filme acompanha seu grupo de heróis com o principal propósito de ajudar o planeta Terra em sua evolução, desde suas relações propriamente humanas ao avanço tecnológico, além de serem protetores poderosos quando se trata de ameaças que desafiam os limites da capacidade terrestre.  

Ambientado em várias épocas desde a criação desses seres há 7000 anos atrás, a produção de Zhao detalha bem os momentos mais importantes para os Eternos durante sua longa estadia no planeta durante o passado, intercalando com o atual presente, que consequentemente, trará um perigo iminente, forçando o grupo a agir 500 anos depois de acharem que os Deviantes – seus maiores inimigos até então -, haviam sido completamente eliminados.

Sem muita enrolação, a trama responde o motivo desses personagens terem estado ausente em tantos momentos importantes do MCU, sendo estritamente aconselhados de que só poderiam interferir quando Deviantes estivessem envolvidos, caso contrário, sua ajuda iria atrasar a evolução humana, impedindo de que a humanidade pudesse trabalhar em um propósito maior, requisitando todo seu potencial para algo maior. A explicação é razoável, e é uma resposta em partes, compreensiva.

Este é um filme que funciona muito bem de forma independente dentro da linha do tempo cinematográfica da Marvel, possuindo algumas de suas indispensáveis referências a outros personagens famosos, mas não comprometem a experiência de uma pessoa que não tenha acompanhado minunciosamente este universo construído desde 2008.

Com muitas questões a serem respondidas e inseridas, o longa entrega bem a apresentação de seus protagonistas, seus propósitos e suas questões sensíveis. Apesar de serem imortais e capazes de transmitir uma postura sem erros, é bonito observar as inseguranças dessas figuras, e seu lado mais humano, que com o passar da evolução e de sua socialização com as pessoas da Terra, ressaltam seus quesitos que os tornam tão naturais quanto um ser fadado a erros e imperfeições como um ser humano comum. Sem contar claro, com a diversidade valiosa e precisa que um filme da Marvel precisava entregar.

As cenas de luta carregam uma certa beleza. Ver todo o time com as mais diversas e únicas habilidades, é indiscutivelmente interessante. Embora a ação prenda seus telespectadores do começo ao fim, não são memoráveis, e nem mesmo as partes mais empolgantes de Eternos, mas de tamanha importância ao formar o corpo de um longa de super-heróis.

As atuações são pontos positivos, mas que oscilam beneficamente muito mais de um personagem para outro. É possível enxergar o esforço inspirador de cada membro da equipe, no entanto, é inegável não destacar as performances de Lauren Ridloff como Makkari, Brian Tyree Henry como Phastos, Kumail Najiani como Kingo, Ma Dong-Seok interpretando Gilgamesh, e sem dúvidas, a elegante Angelina Jolie como a poderosa e incomparável, Thena.

É compreensível que muitos de seus personagens não tenham sido tão aprofundados quanto mereciam, levando em consideração ao enorme elenco, e se tratando de um filme de inserção, com inúmeras questões a serem apresentas e respondidas. No entanto, há escasso no que diz respeito ao conhecimento de determinadas questões e dogmas de alguns interpretes, ou atores que foram infelizmente, subutilizados para a trama.

O incrível figurino e fotografia tornam a experiência muito mais imersiva, arriscando-se e consequentemente acertando, em se tornar a produção mais bonita da Marvel Studios. O encanto e a proposta das cenas naturais acrescentam significativamente na mensagem heroica e inspiradora por trás dos trajes de heróis acompanhadas das notáveis e poderosas habilidades.

Eternos é de fato, o filme mais diferente na timeline dos estúdios, com um roteiro linearmente mais dinâmico, mas sempre com um notável toque de Marvel. A história faz justiça aos personagens tão comumente conhecidos dos quadrinhos, e apesar de entregar muito bem sua proposta divergente, não é uma produção cinematográfica tão notória ou forte, mas que merece reconhecimento.

Nota geral do autor: (3.5/5)

Avaliação: 3 de 5.

Felipe Pinheiro
Felipe Pinheiro Redator, social media, apresentador, estudante de Jornalismo, missionário de Star Wars e outras nerdices.