Crítica – “Buscando…”

O filme aumenta a sua ansiedade e te faz querer estar por dentro de cada detalhe daquelas telas no notebook.

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Recentemente, chegou na Netflix o filme “Buscando…” de Aneesh Chaganty. A trama se passa pela tela de computadores, mostrando emails, redes sociais e as ferramentos da internet para construir a história. Com John Cho, Debra Messing e Michelle La no elenco, o longa é uma ótima aposta para este próximo feriado.

A sinopse o descreve como “após uma jovem de 16 anos desaparecer, seu pai David Kim (John Cho) pede ajuda às autoridades locais. Sem sucesso, após 37 horas, David decide invadir o computador de sua filha para procurar pistas que possam levar ao seu paradeiro”.

“Buscando…” é o tipo de filme repleto de plot twists que verdadeiramente intrigam o público. Ao londo da narrativa, os acontecimentos transpassam o desespero e drama vivido pelos personagens, mesmo sendo todos relatados através das tecnologias de notebooks. Especificamente o computador de David, um pai que está buscando a sua filha de 16 anos desaparecida, Margot.

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O enredo é bem construído pois apresenta uma história base forte para que os conflitos se sucedam. Uma família normal, feliz e amorosa começa a mudar após a mãe de Margot morrer de câncer. A comunicação pai e filha sofre grandes interferências por conta desse fato, mas tal problemática é desenvolvida ao longo da trama.

Esse é um dos principais pontos da narrativa, as informações são apresentadas de maneira estendida, bem desenvolvida e sem rapidez. Isso se deve principalmente a todas ações serem apresentadas através da tela do computador, mensagens, emails, notificações e o filme segue com o telespectador assistindo as funções de cliques dos usuários.

Entrevista com o diretor de 'Buscando...', filme contado em telas de  smartphones - Revista Galileu | Cultura
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É possível viver intensamente as reações dos personagens através de vídeo chamadas e pela conexão que a tensão do longa estabelece com o telespectador. Com uma série de reviravoltas, os problemas sempre são finalizados com respostas, que posteriormente são postas como falsas. Isso aumenta a ansiedade diante de cada acontecimento ao longo da trama.

Essa ansiedade é um dos pontos que abrangem a característica do filme. Em cada tela mostrada no computador, o público anseia pela rapidez de digitações e cliques com a finalidade de descobrir o paradeiro de Margot. A cada instante novas evidências são descobertas, stalkeando a vida da jovem que, em vista de muitos, é reservada e sem muitos amigos.

O perfil dos personagens contribuem para a tensão dos conflitos, um pai não muito comunicativo com uma adolescente de 16 anos sem muitos amigos, fechada, aparentemente simpática, mas que guarda muitos de seus pensamentos e sentimentos para si. Aos poucos, a detetive e o pai descobrem que ela expõe suas ações em uma rede social de vídeos anônima.

O filme é ambientado em um mundo muito conhecido atualmente: o computador, a rede social. E mesmo sendo lançado em 2018, ele traz uma crítica a esses hábitos virtuais, como a superficialidade das pessoas, as falsas impressões que enganam e a comoção da internet diante de grandes casos, como de desaparecimento. Comoção essa que muitas vezes é falsa e sem intensões genuínas.

Buscando…”: um ótimo thriller policial num formato bem interessante |  ARTECULT.COM
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“Buscando…” é uma obra que aumenta a sua ansiedade e te faz querer estar por dentro de cada detalhe daquelas telas no notebook. No entanto, é o filme que te surpreende a cada clique, te faz ficar curioso com o desdobramento de todos os desfechos e principalmente, te faz querer uma continuação.

Nota:

Avaliação: 4.5 de 5.

Isabella Rocha
Isabella Rocha Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!