Críticas

Crítica – “Escape Room 2 – Tensão Máxima”

Em um jogo extremamente tenso, o prêmio é a sobrevivência. Saiba mais sobre a continuação do longa “Escape Room”.

  Isabella Rocha    quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Reprodução/Internet

O filme “Escape-Room 2 – Tensão Máxima” é dirigido por Adam Robitel e tem o roteiro assinado por Oren Uziel e Fritz Bohm. Distribuído pela Sony Pictures, o longa tem o nome original “Escape Room: Tournament of Champions” e chega no dia 16 de setembro nos cinemas brasileiros. 

Confira a sinopse oficial:

“No novo filme, seis pessoas se encontram presas em uma nova série de escape rooms, buscando o que elas têm em comum para sobreviver… e descobrindo que todos já jogaram esse jogo antes. Trata-se de um torneio para aqueles que já sobreviveram a outros jogos mortais“.

O enredo traz a continuação dos acontecimentos do primeiro filme, em que um grupo de pessoas são escolhidas para participar do jogo “escape room”, com salas interativas onde é necessário encontrar pistas e solucionar problemas para mudar de sala e no fim vencer todo o desafio.  O que parece um jogo inocente se torna uma luta pela sobrevivência. A cada sala os participantes testam suas habilidades e resistência, quando colocados em risco de vida eles precisam tomar decisões no desespero e em cada etapa uma vida é sacrificada por não aguentar a pressão, é a forma que cada um “perde”.

Os sobreviventes Ben Miller (Logan Miller) e Zoey Davis (Taylor Russell McKenzie) tentam seguir em frente após o trauma que passaram. Mas no fundo eles procuram por justiça e para que a organização que monta o jogo seja desfeita e punida. Por mais que eles contem em detalhes os acontecimentos, não são levados a sério pelas autoridades, principalmente por não terem evidências que provem a existência do jogo e da organização Minus.

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Em busca de respostas em Nova York, Ben e Zoey acabam em um vagão de trem, coincidentemente, com alguns ganhadores de outras edições do escape room. O vagão de desloca e o jogo começa novamente, dessa vez Nathan (Thomas Cocquerel), Brianna (Indya Moore), Rachel (Holland Roden) e Derek (Carlito Olivero) também estão lutando pela vida através de pistas e charadas.

Em comparação com o primeiro filme, o novo longa traz respostas e desfechos para situações anteriores. Muitos detalhes deslocados no outro filme não passaram despercebido nesse. O enredo foi construído de uma maneira parecida com a estratégia do filme, em forma de quebra-cabeça em que as informações se encaixam e os detalhes mostrados ao longo da trama são revelados no desfecho, tornando a história surpreendente e repleta de plot twists bem desenvolvidos.

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As cenas são completamente tensas e desesperadoras,  assim o filme consegue suprir o gênero de thriller psicológico e se assemelha a outras obras com essa temática, como Jogos Vorazes, Jogos Mortais e Premonição. As poucas tentativas de humor em algumas falas, como no caso da influencer Brianna, são falhas pelo clima de grande pavor que o longa é ambientado.

As últimas cenas são trabalhadas na técnica de ressalva, em que detalhes do final do primeiro filme são explorados. Nesse caso, em uma cena desesperadora para a personagem Zoey, que se enxerga presa em seus dois maiores pesadelos: andar de avião e no jogo escape room. Outra ressalva se refere ao começo do próprio filme, no qual Zoey encontra sua terapeuta e percebe que foi observada a todo momento. Com esse desfecho, o enredo abre margem para uma continuação que explore mais um escape room e traga mais detalhes sobre a organização misteriosa.