Crítica – “A Garota da Moto”

O filme brasileiro protagonizado por Maria Casadevall, traz ação, violência e justiça.

Reprodução/Internet

A história da “Garota da Moto” foi contada na série brasileira de drama. Criada por David França Mendes e João Daniel Tikhomiroff, a trama de 2016 mostra a vida de Joana, que trabalha como “motogirl” em uma empresa de São Paulo. A personagem teve um passado no Rio de janeiro, se envolveu com um homem casado e teve seu filho Nico, fruto dessa relação. Na série, após a morte do seu amante, a esposa dele está atrás de Joana para não ter que dividir a herança com o filho.

O filme “Garota da Moto” estreia no dia 23 de setembro nos cinemas brasileiros e com novos atores, traz uma nova aventura para a história de Joana e Nico. Distribuído pela Paris Filmes, o longa é dirigido por Luis Pinheiro e roteirizado por David França Mendes. Maria Casadevall interpreta a protagonista Joana e Kevin Vechiatto interpreta Nico.

“A Garota da Moto conta a história de Joana (Maria Casadevall), uma jovem mãe que trabalha como motogirl e que descobre acidentalmente uma fábrica em que mulheres refugiadas são exploradas como escravas. Quando Joana enfrenta os bandidos e liberta as reféns, ela acaba atraindo para si um novo problema: O chefe de segurança que controlava o esquema. Ele decide que irá matar Joana e quem mais estiver com ela. A motoqueira precisará defender não só o filho e a si mesma, mas todos na escola do menino.”

Após fugir matar a viúva que estava atrás de seu filho, Joana parte para São Paulo e começa a trabalhar como “motogirl” na Motópolis. A empresa está criando uma nova tecnologia de aplicativo para que os serviços sejam feitos nessa plataforma. Dentro da empresa, os motoboys são amigos e se ajudam constantemente, costumam se chamar de “cachorros” e de fato, apresentam grande lealdade entre si.

Joana tem uma amiga na polícia e decide avisá-la de um sistema análogo a escravidão que encontra escondido em um galpão na cidade. Ela decide agir antes da chegada da polícia e chama atenção de grandes criminosos que encomendam sua morte. Em meio aos acontecimentos do trabalho, Joana lida com os dramas de casa, seu filho toma ações violentas na escola e seu pai tenta ajudar, mas também precisa de cuidados e atenção.

A personagem principal é bem desenvolvida e seus dramas interiores são expressados através da narração. A construção de Joana leva à tona todos os conflitos que ela luta como filha, mãe e principalmente sobrevivente. O teor de justiça faz com que a personagem seja considerada em certo momento como uma heroína, entretanto, ela é impulsiva e arrisca o máximo da vida pelo que é certo. Ao mesmo tempo, há o contraste de uma mãe que dá a vida pelo seu filho e torna a trama sensível e violenta ao mesmo tempo.

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As cenas de ação tem uma técnica utilizada em que durante os golpes a câmera é centralizada e o som das batidas é aumentado. Dessa forma, em muitas cenas de luta, a ação é quase estática, principalmente por serem confrontos de corpo a corpo e em poucas vezes são utilizado armas. Isso torna o filme violento, mas as cenas são mais lentas e sem grande impacto.

O enredo apresenta rapidamente o desvendar de um plot twist, em relação ao policial Peixoto com o criminoso Guimarães. A narrativa dos dois é trabalhada ao longo do filme e indigna o telespectador logo de cara, tornando o desfecho previsível.

A garra que Joana apresenta para lutar pelo filho é um dos pontos centrais do longa. A relação dos dois torna a trama forte e potencializa os objetivos de sobrevivência da personagem principal. Esse incentivo sensibiliza a visão de motoboy forte, que desbanca diversos homens no combate corpo a corpo, mas não diminui a grandeza e força de Joana.

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Isabella Rocha
Isabella Rocha Redatora, produtora de conteúdo, uma garota que ama séries, filmes, livros e música e fala muito sobre histórias. A minha história está lá no Instagram (@bellaisarocha)!