Críticas

Crítica | Viúva Negra, uma história em três atos

O longa teve sua estreia no Brasil no dia 9 de julho na plataforma de streaming Disney+ e nos cinemas

  tiacissamalfoy    quarta-feira, 14 de julho de 2021

Viúva Negra teve sua estreia no Brasil no dia 9 de julho na plataforma de streaming Disney+ e nos cinemas. A produção abordou questões sobre a personagem de Scarlett Johansson que antes (para quem apenas acompanhava as sequencias cinematográficas da Marvel) ainda eram desconhecidas, como, por exemplo: sua origem, seu treinamento e, principalmente sua família. A seguir, confira a crítica: Viúva Negra, uma história em três atos.

Atenção, pode conter spoilers!

 

Sua primeira aparição no universo cinematográfico foi em ‘Homem de Ferro 2’, onde a personagem era infiltrada da S.H.I.E.L.D na empresa de Tony Stark. Durante sua trajetória nos filmes muitos fãs ficaram com uma bela pulga atrás da orelha sobre qual era o passado de Natasha Romanoff, já os leitores das HQs sabiam boa parte a mais sobre a personagem (perdoai quem vos escreve, prometo ler as HQs).

O filme aborda, inicialmente, os acontecimentos do passado de Nat, quando ela e sua irmã, Yelena, são entregues ainda crianças ao General Dreykov, que foi quem “criou” as Viúvas Negras na Sala Vermelha, transformando-as em assassinas letais.

Nat se vê como fugitiva internacional depois de ter violado o Tratado de Sokovia, que foi responsável pelo embate ideológico entre Steve Rogers e Tony Stark em Guerra Civil. Em sua fuga para a Noruega ela é perseguida por um assassino, ainda desconhecido, enviado por Dreykov o qual ela tinha certeza que havia morrido junto com sua filha em uma missão para qual ela tinha sido enviada. O assassino, contudo, não está exatamente atrás da Vingadora e sim do que ela leva consigo, um tipo de antídoto que quebra a psico-programação que as Viúvas Negras sofrem em seu treinamento.

Vemos, depois, a união da “família” de Nat, digo, família entre aspas, porque descobrimos o que aconteceu com sua mãe biológica. Inicialmente Natasha e Yelena se unem e decidem resgatar seu pai Alexei, o Guardião vermelho, e então vão até sua suposta mãe Melina Vostokova, e é ai que as coisas começam a se desenrolar mais.

Somos enganados por achar que não houve plano algum e todos foram entregues ao General, já que Melina ainda trabalha para ele, porém claramente há um plano muito bem elaborado da família para finalmente derrubar o cara, literalmente, lá de cima. Paro com os spoilers por aqui para que você, que ainda não assistiu, não me odeie demais, e para você que assistiu possa analisar se nossa opinião é parecida.

Podemos dividir, claramente, Viúva Negra em três atos de muita ação: o primeiro quando ela e sua irmã se reencontram, o segundo quando elas resgatam Alexei e vão até Melina, e o terceiro e triunfante ato quando todos vão até a Sala Vermelha atrás de Dreykov e descobrem que o assassino era o fantoche do General e qual era sua identidade por trás da máscara. Em uma cena pós-créditos, como de praxe, vemos Yelena visitando o local onde Nat foi enterrada, e, pasmem, a respeitadíssima Condessa Valentina Allegra de Fontaine aparece pretensiosamente, contudo, não irei revelar o motivo de sua visita.

A interprete de Nat, Scarlett Johansson, claramente foi a estrela, mas os grandes nomes da cinematografia, como Florence Pugh (Yelena), Rachel Weisz (Melina), David Harbour (Alexei), Ray Winstone (Dreykov) e outros, entregaram tudo de si, nos dando uma das maiores produções cinematográficas da Marvel com protagonismo feminino.

Viúva Negra tem sido um dos filmes mais esperados dos fãs da MCU, já que é a nossa despedida para Nat. A produção deu um show de efeitos especiais, a atuação dos atores impecável, a trilha sonora parece que foi feita especialmente para o filme. Há quem diga que a personagem perdeu sua essência, que não foi honrada, bobagem na minha opinião. O MCU não tem deixado a desejar com as suas produções, e foi uma despedida digna para a personagem, além de uma grande porta de entrada para Yelena.

O lado explorado de Natasha Romanoff tem muito mais a ver com o seu interior, medos e traumas, do que nós estamos acostumados a ver. Nós, mulheres, podemos nos sentir orgulhosamente representadas em uma super produção como essa, portas e janelas foram escancaradas para que o protagonismo feminino só cresça e sejamos representadas nas telonas.

Natasha Romanoff  teve uma despedida forte e doce do universo MCU, definitivamente eternizada aos nossos olhos.