Críticas

Crítica | O novo Space Jam não é o jogo do século, mas definitivamente é um novo legado

Warner mostra a que veio e qual o seu legado com a estreia de Space Jam: Um novo legado

  Carlos Ferreira    quarta-feira, 14 de julho de 2021

Space Jam

Com estreia marcada para esta quinta (15/07), Space Jam: Um novo legado, já criou expectativas gigantescas nos fãs. Com uma cabine de imprensa lotada – respeitando os protocolos da OMS -, dividida em duas salas do cinema, o filme causou muitos momentos felizes ao público especializado (ou nem tanto, assim como eu) da crítica.

O longa traz LeBron James em sequência a Michael Jordan no papel principal do filme e, apesar de estar muito nervoso por querer fazer jus ao seu antecessor, os dois jogadores, definitivamente, não podem ser comparados. Isso se deve ao fato de que este novo filme não tem a intenção de ser um remake.

A atuação de LeBron não é pior do que a de qualquer atleta não-ator fazendo o papel de si mesmo. É perceptível, em algumas cenas, a insegurança do jogador em atuar, contudo, em sua maioria, LeBron se saiu muito bem no papel de pai de Dom (Cedric Joes), o qual divide o protagonismo da partida.

Space Jam

A representatividade negra já era de se esperar no longa, considerando que o filme traz o basquete como a partida “do século”, mas como de produtora Hollywoodiana a gente pode esperar tudo, é importante ressaltar. Uma coisa que sempre questiono, e que vem sendo presente em filmes tanto da Warner quanto de outras empresas, é insistirem em uma pessoa negra em papel de vilão da história que, no longa ficou por conta do Don Cheadle (Vingadores: Ultimato), no papel de All. G. Rythm.

O longa até tentou fazer uma piadinha com a percepção de All. G. ser negro, que fez sentido e traz certa importância, considerando a necessidade de papeis mais representativos, mas não elimina todo o questionamento seguinte. Agora, falando sobre o  personagem All. G., podemos perceber a crítica subjetiva que me fez pensar até mesmo na Alphabet, dona do famigerado Google, ou mesmo da GAFA (Google, Amazon, Facebook, Apple), que, juntas, controlam grande parte da internet.

De fato, foi pode ter sido um pouco arriscado pra Warner colocar uma figura de poder como algoritmo que controla as ideias da empresa, mas é claro que sabemos que, com exceção dos personagens que interpretam a si mesmos no filme, nada é, de fato verossímil. E é por isso que vamos falar dos melhores personagens do filme: os Looney Tunes. Meus caros, que produção! Eu ainda fico surpreso em como a animação evoluiu e, quando colocadas ao lado de personagens humanos reais, pode se tornar um grande espetáculo.

Fazia muito tempo que eu não assistia um desenho dos Looney (sério, anos), e vê-los ali, com muitas cenas clássicas de desenhos e lembranças de quão bom eles eram – e continuam sendo -, só aumentou mais a saudade de assistir todos os desenhos de novo. Fazendo jus ao nome do filme, a partida de basquete reúne um legado gigantesco construído ao longo dos últimos 100 anos: o impacto que esses personagens – não apenas os Looney, mas deixo os outros pra que vocês vejam no filme – têm na infância e desenvolvimento de uma pessoa.

Então, minha dica é: assista o filme se puder e, se não puder, assista os desenhos animados que marcaram a sua infância. Isso é tu-tu-tu-tu-tudo pe-pe-pessoal!