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Chadwick Boseman trocou cartas de esperança com crianças enfrentando doenças terminais

Nosso herói.

  Paulo C. Góis    sexta-feira, 04 de setembro de 2020

Reprodução/Internet

Ao longo de sua carreira muito curta, Chadwick Boseman retratou pioneiros negros americanos como James Brown, Thurgood Marshall e Jackie Robinson. Boseman deu uma nova vida aos líderes negros ao longo da história, mas ele era mais conhecido por seu papel principal em Pantera Negra. A bravura na tela de seu personagem T’Challa deu às crianças negras um super-herói com o qual elas podiam se identificar, enquanto sua bondade e humildade fora da tela talvez fossem tão inspiradoras quanto.

Traz uma dimensão totalmente nova para os anos finais da vida de Boseman saber que ele estava lutando uma batalha privada que exigiu cada grama de força que tinha. Ele não apenas continuou trabalhando, mas Boseman foi generoso com seu limitado tempo livre – especialmente quando se tratava de crianças que o viam como um herói.

Em um vídeo recentemente ressurgido da turnê de imprensa de 2018 do Pantera Negra, um Boseman emocionado discutiu o significado cultural do filme e as cartas que trocou com dois meninos lutando contra um câncer terminal – um fato que agora faz nossas mentes dispararem e nossos corações pausa.

No SiriusXM Town Hall, Boseman revelou que os dois garotos com quem ele se comunicou durante as filmagens de Pantera Negra haviam falecido. Trêmulo, Boseman explica que, de acordo com os pais dos meninos, os dois estavam “tentando aguentar até o filme chegar”.

Boseman passa a explicar como tudo que ele faz ao longo do dia – ir à academia, praticar suas falas – tudo ganhou um novo tipo de significado depois de aprender o quanto o filme significava para essas crianças.

“Eles previram algo ótimo”, lembrou Boseman. Pensando em sua própria infância, o ator se lembrou de como ele também viveu esperando um grande momento após o outro.

No final do vídeo, Boseman começa a dizer “quando descobri que eles tinham…”, mas para, ficando muito emocionado para terminar a frase – a dor da morte dos meninos é demais. Depois de levar vários segundos para se recompor, um Boseman choroso conclui com, “isso significa muito”.


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.

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