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Rússia trará estação para sistemas de navegação ao Brasil

“Além de desempenharem sua função principal, as estações podem ser usadas pelos cientistas brasileiros para suas próprias pesquisas”, afirma representante de companhia russa.

  Joshua Carvalho    quinta-feira, 09 de julho de 2020

Satélite

Um contrato assinado pela Universidade Federal do Estado do Pará, a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) e a Roscosmos, corporação espacial russa, prevê a construção de uma nova estação de medição do sistema de navegação por satélite russo Glonass no Brasil, e a instalação deve entrar em operação no estado até o final de 2020. Esta será a quinta do tipo em território nacional, competindo com o já estabelecido GPS.

De acordo com Guennâdi Saenko, representante da companhia, “duas estações semelhantes já estão em funcionamento nas cidades de Recife (PE) e Santa Maria (RS); mais duas estações de tipos diferentes estão localizadas na universidade da capital brasileira (DF).” A novidade carregará novos sistemas de instrumentação de precisão BIS, desenvolvidos por especialistas da Corporação de Pesquisas e Produção para aprimorar o desempenho do sistema.

Criado durante a Guerra Fria, o Glonass vai enfrentar uma concorrência pesada nos próximos anos, assim como o GPS. Isso porque a China pretende entrar de vez na competição dos sistemas de navegação com o BDS, tendo investido US$ 10 bilhões para lançar 35 satélites Beidou-3, que possibilitarão cobertura global – sendo que aparelhos de fabricantes como Huawei e OnePlus já têm acesso a ele.

Sobre a estação russa, Saenko complementa: “Além de desempenharem sua função principal, as estações podem ser usadas pelos cientistas brasileiros para suas próprias pesquisas.”

Informações da Sputnik e EMBRAPA via Tecmundo.


Joshua Carvalho

Joshua Carvalho

Redator, escritor e conteudista na área do entretenimento. Inspirado por HQs, faço o que posso para espalhar a cultura pop pelo mundo.

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