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Os 5 piores filmes do Bruce Willis

Quem aguenta cinco filmes de Duro de Matar, bicho?

  Paulo C. Góis    segunda-feira, 01 de junho de 2020

Já que fizemos uma lista com os melhores filmes do Bruce Willis, nada mais justo que equilibrar com uma lista dos piores. E, olha… não falta filme pra colocar aqui.

Vamos lá!

Duro de Matar 5: Um Bom Dia para Morrer (2013)

Uma coisa é lançar um filme que é claramente o primeiro de uma série planejada – pense em O Senhor dos Anéis.

Outra coisa é lançar um filme único e, surpreso com seu sucesso, se esforçar para lançar sequências cada vez mais desnecessárias para ganhar dinheiro fácil.

Mesmo se você tiver sorte com a primeira sequência, o destino mais comum é simples: isso sempre arrastará a franquia para baixo. Pense na franquia Exterminador do Futuro, nos filmes do Alien ou Jurassic Park. É, tipicamente, um jogo que você joga para perder.

Infelizmente, a franquia Duro de Matar não é exceção. O que é estranho é que Live Free or Die Hard, de 2007, foi uma adição inesperadamente digna na franquia de longa duração, aumentando as esperanças de que, como o próprio John McClane, a série simplesmente não pudesse ser morta.

Então veio 2013 com Duro de Matar 5: Um Bom Dia para Morrer, um filme cansado e absurdo, no qual McClane tenta tirar seu filho agente da CIA (Jai Courtney) de uma prisão russa, apenas para se envolver em uma trama terrorista global. Nem mesmo peças espetaculares de ação poderiam salvar esse embaraço mediano de um roteiro cheio de clichês e uma direção sem inspiração.

Reprisal (2018)

2018 não foi o ano de Bruce Willis. Em março, ele e Eli Roth se uniram para reiniciar o filme de vingança de 1974, Death Wish, um constrangimento crítico e comercial que celebrou a violência armada apenas algumas semanas depois que o tiroteio na Stoneman Douglas High School deixou o país em choque.

Então veio o segundo filme de vingança de Willis do ano, Reprisal, e de alguma forma, as coisas ficaram ainda piores.

Willis faz o que Willis faz de melhor neste filme: ele interpreta um policial que sai da aposentadoria pela última vez para ajudar um vizinho a impedir o assaltante que assaltou seu banco.

Se a premissa soa como algo que um executivo de estúdio tirou da prateleira e disse a alguém para fazer acontecer de alguma forma, você está certo. A crítica trucidou o filme.

O público também não ficou entusiasmado: Reprisal faturou apenas US$ 180 mil em todo o mundo e pouco mais de US$ 1 milhão em vendas de vídeos domésticos.

O Príncipe (2014)

O Príncipe é ruim até para quem está acostumado com filmes ruins.

O filme é um festival de lembranças completamente esquecível, no qual Bruce Willis interpreta um ex-assassino que sai da aposentadoria para enfrentar seu rival e resgatar sua filha sequestrada. Talvez ele esteja apenas pegando papéis que Liam Neeson recusou? É difícil dizer.

O filme ganhou uma crítica chocantemente brutal dos críticos. O público foi mais indulgente, como esperado, mas ainda não se impressionou.

O revisor Andrew Barker disse muito bem para a Variety: “John Cusack e Bruce Willis abrem caminho por esse agente de qualidade básica”. Para o The Village Voice, Chuck Wilson acrescentou: “O thriller de ação The Prince é tão ruim que a coisa mais digna de nota é que os créditos de abertura listam 19 produtores executivos.”

Lembre-se: se você se deparar com este filme nas profundezas da Netflix em alguma tarde de tédio, fuja.

Vice (2015)

Uma verdade surge, uma vez que se estuda a filmografia de Bruce Willis por um longo período de tempo: se ele está em um filme que você nunca ouviu falar, ele é quase certamente ignorável.

Vice é um exemplo perfeito. Em vez de Willis interpretar um ex-policial forçado a se aposentar para realizar uma última missão, ele interpreta um proprietário de resort que permite que seus convidados representem suas fantasias mais sombrias nos androides residentes do resort. É interessante. Também é meio Westworld – se Westworld fosse pouco mais do que um tiroteio sem sentido.

Os críticos criticaram o filme, observando o desempenho horrível de Willis no papel principal. Ao escrever para a Variety, Justin Chang criticou o filme por “apenas se envolver com suas idéias em potencial, além do nível mais brandamente expositivo e cheio de balas”.

Isso é Vice em poucas palavras: interessante apenas no sentido mais teórico, atolado pela escrita mal feita e encerrado pelo espetáculo de ação brando. De alguma forma, Vice faz com que robôs, Bruce Willis e resorts futuristas sejam entediantes. Isso seria quase impressionante, se também não resultasse em um filme tão obscuro.

Olha Quem Está Falando Também (1990)

Olha Quem Está Falando, de 1989, era uma comédia romântica moderadamente divertida, estrelada por John Travolta, Kirstie Alley e Bruce Willis como a voz de Mikey, o bebê falante. As críticas ao filme foram mornas, mas não terríveis. É o tipo de filme que se pode apreciar, especialmente quando jovem. E realmente, quem não vê o apelo de assistir Bruce Willis dar voz a um bebê?

A sequência, Olha Quem Está Falando Também, dos anos 90, recebeu críticas muito piores. O público não ficou totalmente indiferente – foi um sucesso moderado nas bilheterias – mas, uma vez exibido, foi rapidamente esquecido.

Ainda não temos certeza do que as pessoas odiavam em um filme em que Mikey recebe uma irmãzinha dublada por Roseanne Barr e Mel Brooks dubla um banheiro. Aparentemente, você não pode agradar a todos, embora John Travolta certamente tente, cantando “All Shook Up” em uma academia cheia de bebês, enquanto Gilbert Gottfried grita com eles.

Caótico.

Mas e aí, você gosta de algum desses filmes? Não tem problema, todos temos nossos gostos duvidosos.

 


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.

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