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A verdade sobre as armas usadas em The Mandalorian

Estética da série traz a franquia Star Wars de volta ao básico e original.

  Paulo C. Góis    terça-feira, 02 de junho de 2020

The Mandalorian se destaca entre as ofertas da franquia Star Wars dos últimos dias por seu tom calmo e minimalismo narrativo, em comparação com seus primos teatrais na Saga Skywalker, épicos arrebatadores projetados para serem grandes e bombásticos.

Não há muitos personagens e a história tem um ritmo muito deliberado; portanto, até a menor mudança ou detalhe deve ser notado. Esse é especialmente o caso das armas utilizadas por seu elenco – cada uma tem uma aparência de assinatura destinada a enfatizar suas caracterizações, uma tradição estilística que remonta ao Star Wars original de 1977.

Mando pega uma arma comprida com acessórios ofensivos extras (como o garfo de zapping neato) e uma pistola – ambas são as ferramentas de um homem que precisa se virar completamente sozinho, principalmente por meio de furtividade.

Cara Dune empunha um grande e velho blaster. Greef Karga tem duas pistolas pequeninas, cada uma do tamanho de uma pistola .22, que nunca foram notadas até serem arrancadas por baixo de seu casaco com toda a astúcia dissimulada de um gângster corrupto dono de um clube que deve estar preparado para que todas as conversas terminem em violência inesperada.

Essa diversidade de armamentos traz camadas não ditas nesses personagens densamente matizados, então não é surpresa que muito cuidado tenha sido colocado em sua criação. Aqui está o histórico do arsenal de The Mandalorian e por que ele é tão importante na história da franquia.

As armas de The Mandalorian trazem Star Wars de volta ao básico

A série de documentários Disney Gallery: The Mandalorian dedicou um episódio inteiro aos efeitos práticos do programa e ao trabalho de adereços, que incluiu uma breve explicação do mestre de adereços Josh Roth.

Como The Mandalorian está retirando quase todo o seu background e pistas visuais da trilogia original – principalmente de Uma Nova Esperança -, Roth explica que, quando encarregado de sonhar com essas armas características, ele voltou às raízes que o próprio George Lucas construiu, e perguntou o que inspirou esses desenhos originais.

A resposta, como o fã veterano de Guerra nas Estrelas pode esperar, é a Segunda Guerra Mundial. A produção só podia alugar armas vintage para o primeiro filme, de modo que os desenhos eram inerentemente dificultados pelo fato de que nenhuma modificação podia ser permanente demais, pois os desenhos eram construídos diretamente sobre as armas.

É por isso que eles às vezes parecem volumosos ou estranhamente pesados ​​em algumas cenas – eles provavelmente estavam desequilibrados pelas adições temporárias.

Para sua tarefa, Roth comprou armas da Segunda Guerra Mundial – ainda muito disponíveis no mercado em vários estados de reparo – como referência para ilustrar armas conceituais, adicionando modificações estilizadas no topo das silhuetas gerais das armas do mundo real.

A arma lateral de Mando se parece muito com um Luger alemão, por exemplo. Décadas e bilhões de dólares em receita gerada mais tarde, é uma despesa insignificante moldar seu próprio armamento, mas é o mesmo processo conceitual em ação, destinado a alcançar uma estética muito específica – e, é claro, parecer muito legal.

 

 


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.

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