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Anticorpo que bloqueia 100% a infecção por coronavírus pode ter sido encontrado

O laboratório também está vendo a capacidade de produção, para que consiga fazer até um milhão de doses ao mesmo tempo.

  Redação    quarta-feira, 27 de maio de 2020

Coronavírus

Desde que surgiu o novo coronavírus, a comunidade cientifica está atrás de uma cura. Com o seu surgimento em Wuhan, na China, a COVID-19 logo se tornou uma pandemia, por causa de sua intensidade e capacidade de matar as pessoas.

Com isso, o estado de alerta foi acionado e governos de todo o mundo passaram a tomar medidas para proteger seus cidadãos e evitar uma catástrofe ainda maior.

Para evitar o rápido contágio, laboratórios do mundo inteiro estão se mobilizando, em busca de uma vacina eficaz contra a Covid-19. E tentar entender um pouco mais sobre esse vírus. Cientistas de 74 países estudam os pontos fracos do Sars-Cov-2, para tentar descobrir um tratamento que seja eficaz.

Uma das descobertas foi a de que o novo coronavírus ataca as células humanas, o que é um passo para impedir que esse ataque aconteça. E estão tentando descobrir anticorpos que possam ser eficazes no combate ao vírus.

Várias foram as tentativas. E a Sorrento, companhia farmacêutica americana, disse recentemente que encontrou um anticorpo que dá “100% de inibição da infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em células saudáveis após quatro dias de incubação”.

Porém, mesmo sendo uma descoberta de grande importância, vale ressaltar que ainda são preliminares e fazem parte de uma pesquisa pré-clínica que ainda não foi revisada. E também não foi publicada em nenhuma revista científica.

covid-19

A mais nova descoberta foi a do anticorpo chamado “STI-1499“, que se saiu melhor nos testes. Ele conseguiu bloquear completamente a proteína spike do coronavírus. Isso impede que ele se anexe às células humanas e as infecte.

Esse anticorpo pode ser o primeiro a fazer parte do coquetel. Mas a companhia farmacêutica Sorrento disse que também poderá desenvolvê-lo sozinho para que seja uma terapia autônoma.

Sendo assim, a ideia é criar um coquetel de anticorpos que dê a proteção contra o SARS-CoV-2 mesmo que ele sofra mutações. No entanto, é preciso destacar que a pesquisa foi realizada in vitro com células cultivadas em laboratórios, e não em pacientes de verdade.

A partir dai, é preciso agora levantar algumas questões como a preocupação com a mutação que o SARS-CoV-2 pode ter. Outros coronavírus conhecidos, como,, por exemplo, o de uma gripe comum, conseguem uma mutação de forma rápida e isso faz com que o tratamento fique mais difícil.

Por essa razão, a Sorrento quer fazer um coquetel que consiga bloquear qualquer mutação do SARS-CoV-2. Dessa forma o tratamento feito por eles continuará sendo efetivo mesmo se o vírus sofrer mutação.

Esse coquetel terá o nome de COVID-SHIELD e vai ser uma mistura de anticorpos que consiga dar uma proteção para diferentes cepas do SARS-CoV-2.

A empresa já está discutindo os resultados com as agências reguladoras americanas, para que o desenvolvimento desse tratamento em potencial seja começado logo. Eles estão esperando a aprovação da Administração de Drogas e Alimentos dos EUA.

O laboratório também está vendo a capacidade de produção, para que consiga fazer até um milhão de doses ao mesmo tempo. Mesmo que ainda não seja uma certeza, qualquer avanço na descoberta de uma terapia ou vacina contra o novo coronavírus já é uma coisa a ser comemorada.


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