Críticas

Crítica | Dolittle, a única coisa que salva são os efeitos visuais

Dolittle já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

  Pedro Borges    quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

É difícil de acreditar que um grande projeto de mais de US$ 175 milhões consiga não ter uma boa história para contar. A premissa era simples: salvar a rainha que estava doente, indo em uma aventura para fazer com que isso ocorra, porém, o filme consegue a proeza de dificultar algo tão fácil.

O início te leva a entender que a história seguirá por um caminho mas acaba sendo interrompida pela trama da rainha. Com isso, partem numa aventura que também parecia simples, mas no meio do caminho descobrimos que para continuar seguindo, teriam que fazer uma pausa no caminho, garantindo de vez a perda do filme.

O 2° ato só perde para o arco do dragão na grande disputa do que é pior em Dolittle. A participação de Antonio Banderas foi uma das piores de sua carreira – curioso pois o mesmo esteve no Oscar este ano e se sujeitou a esse papel tão fraco. A história se perde ao não manter um rumo, uma meta, tendo paradas óbvias – que são rapidamente sacadas – no meio do caminho.

Isso tudo sem mencionar os vilões do filme – se é que podemos chamar aquilo de vilão, né?! O vilão principal que “tenta” ser concorrente de Dolittle é caricato, mal desenvolvido, tendo uma reviravolta de dar risada de tão tosco que foi. Mesmo tendo apelo para a criançada, é notório que o roteiro é fraquíssimo, ainda mais quando há piadas, o que era para ser algo engraçado, gera constrangimento do telespectador.

A cereja do bolo ocorre logo em seu ato final, no seguimento envolvendo o dragão, que segue o mais clichê possível dos filmes de aventura, tendo seu ápice na cena de colonoscopia, que nos faz questionar como alguém aprovou isso para um filme, ainda mais com apelo para os menores.

A única ressalva que há são os efeitos visuais. Os animais e os demais elementos que compõem o filme são bonitos e bem feitos, mas não justifica o orçamento gigantesco para isso tudo.

Dolittle chega aos cinemas já com o título de pior filme de 2020 – até agora – que certamente marcará presença na lista de piores do ano. Contando com uma história que não sabe o rumo que vai seguir, com atores em suas piores atuações na carreira, tendo os efeitos especiais como a única coisa boa.


Pedro Borges

Pedro Borges

Pedro Borges, viciado em filmes, nerd desde criança e escrever sobre esses assuntos é o que eu mais gosto de fazer.

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