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Diretor de ‘Quarteto Fantástico’ faz resenha pesada de seu próprio filme

“Não sei se fiz o filme que os atores mereciam ter participado”, admitiu Josh Trank.

  Paulo C. Góis    segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Quem lembra do filme do ‘Quarteto Fantástico‘?

Com um orçamento considerável de US$ 120 milhões, ‘Quarteto Fantástico‘ chegou aos cinemas em 2015 e arrecadou em sua bilheteria um valor assustador de tão ruim: US$ 168 milhões. Com isso, a Fox ficou tão aterrorizada que aposentou a franquia de vez.

Agora, o próprio diretor responsável pelo filme, Josh Trank, avaliou o longa na plataforma de críticas Letterboxd.

Ele reconheceu que o filme tem diversas falhas e revelou que, assim como Zack Snyder em ‘Liga da Justiça‘, estava passando por um momento muito difícil da sua vida no processo de criação do longa.

“Ótimo elenco. Todos no filme são bons atores e no geral existe um filme ali, em algum lugar. E aquele elenco merece estar naquele filme. Todos que trabalharam em Quarteto Fantástico claramente queriam estar fazendo aquele filme. Mas… ao final de tudo, esse não foi aquele filme.

Eu fiz o filme que eles mereciam ter participado? Sinceramente? Não sei dizer. O que posso dizer é que existem dois filmes diferentes em um filme, que estão competindo para ser aquele filme.

Existe uma versão de Trank? Não importa. Eu não sou Zack Snyder. Ele é um cineasta lendário, icônico e célebre, que tem mandado ver desde que eu estava no Ensino Médio. Eu? Naquela época? Estava com 29 anos de idade, fazendo meu segundo filme, em uma situação mais complicada que tudo que um cineasta em seu segundo filme poderia estar enfrentando.

Dito isso, eu não me arrependo de nada disso. É parte de mim. E eu só espero que Peyton Reed faça o próximo Quarteto Fantástico e arrase nele. E que eu possa ter minha participação especial nele”.

Que história triste.


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.

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