Críticas

Crítica | As Panteras – agrada, é divertido e ao mesmo tempo moderno

O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

  Pedro Borges    sábado, 16 de novembro de 2019

As Panteras

As Panteras, o novo filme da franquia, dirigido por Elizabeth Banks, diverte o público e da mesma forma aborda temas atuais de forma leve e natural.

As Panteras pode ser considerado o filme mais girl power de 2019, abordando esse tema diversas vezes porém surpreende na forma como isso ocorre.

Um aspecto que tem gerado discussões no mundo todo é surpreendentemente abordado de forma leve, sem ser repetitivo e muito menos massivo, coisa que muito de nós esperávamos que seria.

Na trama, as duas espiãs (Sabina e Jane) unem-se a engenheira de computação Elena, para salvar o mundo de um traidor vindo da própria agência Townsend.

A atriz, roteirista e diretora Elizabeth Banks acerta tanto na direção como na atuação, porém peca no roteiro. Mesmo com a trama clichê e com uma reviravolta bem previsível, Banks entrega uma boa direção, ditando o ritmo do filme, seja atuando ou dirigindo.

O trio principal é composto por: Sabina (Kristen Stewart), Jane (Ella Balinska) e Elena (Naomi Scott). A química entre as três atrizes é muito boa e, caso aconteça uma futura sequência – tomara que ocorra, tende a se fortalecer ainda mais pois há muito a ser explorado.

Kristen Stewart entrega uma personagem bem divertida e carismática, com um bom timing para as suas piadas. Já a personagem da Ella Balinska é mais durona e séria, porém ao decorrer do filme, sua personagem abraça o tom mais leve e divertido de Sabina, tendo uma das melhores evoluções de personagem do longa.

O filme também conta com a presença do grandíssimo Patrick Stewart, um ex Bosley que agora está aposentado. O ator entrega uma atuação ok para o seu papel, mesmo que seu personagem só ganhe mais ênfase e destaque do meio para o final do filme.

O novo filme das Panteras tem uma história bem clichê porém as atuações e a direção são tão boas, que desfocam esse clichê Hollywoodiano, tendo um tom leve e bem divertido, ao mesmo tempo que aborda o tema de empoderamento feminino com ênfase mas de forma natural, sem ser repetitivo ou até mesmo massivo.


Pedro Borges

Pedro Borges

Pedro Borges, viciado em filmes, nerd desde criança e escrever sobre esses assuntos é o que eu mais gosto de fazer.

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