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Congressista americano acusa Blizzard de ser conivente com racistas em WoW

Supremacistas brancos, nazistas e outros extremistas conservadores usam o jogo para se reunir e doutrinar jovens.

  Paulo C. Góis    segunda-feira, 11 de novembro de 2019

 

O congressista norte-americano Lou Correa, representante do estado da Califórnia, teve uma surpresa horrível nos últimos dias.

Ele descobriu que jogos como ‘World of Warcraft‘, da Blizzard, são utilizados por supremacistas brancos, nazistas e outros tipos de extremistas conservadores como um meio de se reunir e radicalizar jovens.

Confira o tweet de Correa:

“Blizzard, eu estava ansioso para receber vocês em Anaheim para a 13ª BlizzCon. Ao invés disso, eu estou me perguntando como isso pode existir em um dos seus jogos. O FBI sabe que radicalização online é real. Eu espero que vocês concordem e solucionem isso imediatamente. Racismo não é um jogo.”

A imagem denunciada é uma em que o usuário Horrigan, um dos mais antigos do jogo e criador do clã The Enclave, aparece com uma roupa similar à usada pela Ku Klux Klan com uma tocha na mão e dois personagens negros seminus ajoelhados aos seus pés. Um deles, inclusive, tem o nome de JesseJackson – o mesmo do famoso pastor e ativista negro que atuou ao lado de Martin Luther King na luta pelos direitos civis.

No print, Horrigan ainda diz: “próxima parada, Charlottesville”, em referência à cidade dos EUA onde uma grande manifestação nazista ocorreu e terminou com o assassinato de um protestante antirracismo nas mãos de um supremacista branco.

Em e-mail à revista Vice, o congressista Lou Correa disse o seguinte:

“[…] O conteúdo gerado por usuários encontrado em World of Warcraft é apenas um exemplo de como a extrema-direita está se infiltrando em plataformas online e videogames. Ao prover abrigo para supremacistas brancos, empresas acidentalmente criam portos-seguros para que extremistas possam recrutar e doutrinar outras pessoas enquanto degradam o divertimento dos próprios fãs.

Peço à indústria que melhore o gerenciamento e moderação das próprias comunidades. Seus jogadores e fãs querem jogar seus games; não brigar com supremacistas brancos. Expulse os maus agentes – pelo bem de todos.”

 


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.

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