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Michael C. Hall nunca mais foi o mesmo depois de Dexter e a gente explica o porquê!

Mesmo seis anos após o fim de Dexter, o personagem atormenta Michael C. Hall.

  Redação    segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Michael C. Hall como Dexter

Desde o tempo das radionovelas, sempre houve interesse pelo pelo vilão e pelo assassino. Isso não é diferente com o cinema e muito menos com a televisão.

Um exemplo desse grande interesse é a série Dexter e seu personagem que dá nome ao show, Dexter Morgan.

Membro do Departamento de Polícia do Metrô de Miami durante o dia, Dexter é um serial killer altamente obcecado por códigos e muito eficiente à noite.

A série proporcionou a TV uma audiência nunca antes vista. Claro, houve vilões na TV, até adoráveis, mas Dexter quebrou o molde ao se recusar a se encaixar em qualquer arquétipo tradicional. Para conseguir isso, o papel exigia um ator completo.

Quando o programa estreou em 2006, Michael C. Hall estava em outra série, Six Feet Under. Mesmo assim, ele concordou em levar os espectadores a uma ‘brincadeira’ visceral na mente de um homem que precisava matar. Armado com um monólogo interno brutalmente honesto e um conjunto de habilidades que nenhum ser humano racional deveria gastar seu tempo aproveitando, Dexter exigia que o ator não apenas fosse àquele local sombrio, mas também voltasse, o que é mais difícil do que parece.

Mesmo a série chegando ao fim em 2013 de uma forma não muito satisfatória para alguns fás – após oito temporadas – os efeitos de interpretar Dexter Morgan permanecem com Hall de inúmeras maneiras. Com isso, separamos alguns pontos que fizeram com que a vida de Michael C. Hall mudasse para sempre.

Michael C. Hall teve que aprender a atuar novamente

Antes de começar a estrelar Dexter, Michael era um ator muito bem treinado. Ele havia se formado na faculdade de Artes Liberais em Indiana, e depois na prestigiada Tisch School of Arts, em Nova York.

Seu primeiro trabalho foi no teatro com as peças de Shakespeare, com isso, Michael estava tendo muita experiência antes de interpretar Dexter. Infelizmente, quando alguém passa a vida aprendendo a sentir emoções diferentes, pode ser uma chatice ter um papel em que se personagem não possa demonstrá-las.

Hall achou um desafio interessante, mas, uma vez que Dexter Morgan esteve ao lado dele por oito anos, C. Hall percebeu que tudo o que havia aprendido com o personagem tinha feito com que ele perdesse suas habilidades de ter emoções. Com isso, o ator teria que reaprender a interpretar outras personagens.

Ele teve que trabalhar para parar de ter pensamentos sombrios

Interpretar um serial killer sem esbarrar nos quesitos leguais é algo difícil. Não existe um manual para seguir. Michael C. Hall, no entanto, foi além para interpretar Dexter; antes de começar a gravar o episódio piloto, o ator seguiu pessoas por Manhattan apenas para ver o que era necessário para se sentir um maníaco.

O início não foi difícil para C. Hall entrar no personagem, já que no começo Dexter tinha uma personagem leve. Só depois de um tempo foi possível ver o peso que carregar esse personagem estava fazendo com sua vida.

Segundo ele, mesmo sendo um bom ator treinado pra chegar a pontos escuros para o papel, o mais difícil era retornar depois. Em entrevista ao THR, Michel C. Hall comentou que era tão difícil estar sempre focado em esconder seus sentimentos, que existiu uma hora que ele parou para analisar se ele não estava também escondendo seu próprio eu.

Ele teve medo de conseguir outro projeto de TV depois de Dexter

Depois que Dexter terminou, e de ter ganho vários prêmios Emmys e um Globo de Ouro, era obvio que oportunidades de novos papéis na TV não faltariam.

Porém, para ele não estava tão certo assim. Depois de fazer a mesma coisa por quase uma década, C. Hall estava se perguntando que tipo de ator ele gostaria de ser dali pra frente.

Foi aí que ele percebeu que não queria nenhum trabalho que ocupasse sua vida por vários anos e resolveu retornar ao teatro. Só em 2018 o ator foi aceitar um trabalho para a TV, na série Safe da Netflix.

Mas foi no teatro que C. Hall se encontrou. O ator resolveu retornar a suas origens e estrelou a aclamada peça The Angry Inch , onde substituiu Andrew Rannells, na Broadway.

Pela primeira vez Dexter o ajudou em alguma parte de sua vida

No período em que estava interpretando Dexter, o ator se casou com sua colega de elenco, Debra Morgan, em 2008; porém, dois anos depois, em 2010 o ator se separou.

Michael também teve de enfrentar um câncer enquanto grava a quarta temporada da série.

No entanto, o ator não podia demostrar nenhuma emoção ao estar enfrentando um problema tão grave em tela e pela primeira vez, estar interpretando Dexter, o ajudou a desempenhar seu trabalho perfeitamente. Assim com na série, C. Hall teve que lidar com a morte sem demostrar nenhuma emoção aos fãs e espectadores.

Michael C. Hall ainda não consegue escapar de Dexter

Michael C. Hall

Como qualquer pessoa de Friends, How I Met your Mother ou Firefly, que esteve tanto tempo em um programa tão amado pelos fãs, Michael C. Hall sempre foge das perguntas sobre um reencontro do elenco.

Em uma entrevista de 2014 ao IGN , ele tentou ser o mais franco possível sobre sua indiferença à ideia, dizendo:

“É muito difícil para mim imaginar alguém apresentando algo que seja atraente o suficiente para que valha a pena fazer. Certamente, no momento, não tenho interesse em interpretar Dexter novamente.”

Infelizmente, essa citação levou a uma tempestade de rumores de que Hall estava aberto à ideia, e não seria a última vez que alguém perguntaria a Hall se ele estaria interessado em revisitar seu famoso papel. E em 2018, isso levou Hall a dizer ao The Hollywood Reporter que:

“Não há planos em andamento para criar mais história sobre Dexter. Nunca digo nunca, porque quem sabe se alguém pode inventar algo que pareça valer a pena? Mas não é com isso que estou preocupado, considerando ou pensando no momento.”

Em outras palavras, parece que, em termos de carreira, Dexter se tornou um inimigo sombrio para Michael C. Hall.


Redação

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