Críticas

Crítica | Malévola: Dona do Mal – maior e mais bonito porém com roteiro inferior ao seu antecessor

Malevola: A Dona Do Mal já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

  Pedro Borges    sábado, 19 de outubro de 2019

Após o estrondoso sucesso de bilheteria e de crítica de Malévola em 2014, a Disney não pensou duas vezes e anunciou que o filme terá uma continuação, o que nos leva a esse segundo capítulo desta história.

Na trama, Aurora, interpretada pela Elle Fanning, está preste a se casar quando ela e a sua mãe, Malévola, interpretada pela brilhante Angelina Jolie, são convidadas para um jantar no reino de Ulstead, reino dos humanos, porém nada passa de apenas um plano da antagonista Rainha Ingrid, interpretada pela renomada Michille Pfeiffer.

A história do Malévola: Dona do Mal é bem básica, típico de um filme clichê da Disney porém conta com diversas pontas soltas do roteiro que deixa o telespectador saindo do filme cheio de dúvidas, algo que não era para ocorrer.

O filme não se aprofunda como deveria em certos momentos, tais como o relacionamento da princesa Aurora e do príncipe Phillip. No primeiro filme, é apenas mencionado que ele pode ser o “amor verdadeiro” da personagem, porém não cita que ambos tem um caso. Já nessa sequência, é apenas comentando que eles irão se casar porém segue sem dar detalhes de sua relação.

Isso ocorre também quando a Malévola conhece o seu povo, tanto como sua origem como o papel de seu povo na trama são apenas pincelados, sem aprofundamento e muita explicação. Tal fato designa em um desentendimento do telespectador em ambas as cenas.

 

Elle Fanning é um show a parte como Aurora, a atriz cumpriu o seu papel, sendo a princesa meiga, fofa, frágil e inocente que no final descobre a verdade. O carisma da atriz funciona muito para o papel que nos faz a enxergar como a verdadeira Bela Adormecida da clássica animação na década de 1920

Mesmo com um roteiro não ajudando muito, Angelina Jolie conseguiu entregar mais uma bela apresentação. A atriz soube usar algumas falhas do roteiro ao seu favor, se apoiando no alívio cômico de Diaval, reprisado pelo Sam Riley, com um ênfase maior na parte em que ela está treinando para se apresentar à família de príncipe Phillip.

A recém chegada na franquia, a Michelle Pfeiffer está bem a vontade interpretando a antagonista, tendo um olhar frio, sendo impiedosa e má durante o filme todo.

Outro destaque a ser mencionado são os efeitos especiais do filme, novamente estão brilhantes e de encantar os telespectadores, tanto nas cenas de luta, como na representação dos personagens do reino de Moores

Malévola: Dona do Mal tem o roteiro mais básico, mais genérico porém boas atuações, mas nem mesmo com um elenco de peso, o filme não se salva de ser extenso demais sem contar uma bela história.


Pedro Borges

Pedro Borges

Pedro Borges, viciado em filmes, nerd desde criança e escrever sobre esses assuntos é o que eu mais gosto de fazer.

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