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Diretor revela cenas excluídas da oitava temporada de ‘Game of Thrones’

Era para ter um ataque de 50 lobos gigantes contra um dragão morto-vivo!

  Redação    quinta-feira, 27 de junho de 2019

O diretor Miguel Sapochnik, responsável por dirigir vários dos episódios das oito temporadas de Game of Thrones, entre elas a sequência de ‘The Long Night’– quarto episódio da última temporada – comentou sobre cenas que ficaram de fora da série em entrevista ao podcast Indiewire.

Sapochnick comentou mais sobre como ele gostaria de ter gravado o quarto episódio, dizendo que queria matar muita gente logo de cara:

Eu queria matar todo mundo. Queria matar Jorah na primeira investida, no começo. Eu estava pronto para matar absolutamente todo mundo. Eu queria que fosse implacável, de modo que nos primeiros 10 minutos você dissesse: “Todas as apostas estão canceladas; qualquer um poderá morrer.” E David e Dan não quiseram. Houve muitas idas e vindas sobre isso.

Além disso, o diretor revelou que parte do material gravado para ‘The Long Night’ foi poupado para ser usado no penúltimo episódio da oitava temporada, ‘The Bells’.

Miguel também revelou que desde que foi convidado para dirigir Game of Thrones, na quinta temporada, sempre se desentendeu com os produtores Weisse e Benioff. Ele disse que teve que seguir tudo o que os D&D dizia:

Acho que a coisa fundamental é que esta não é a minha série, certo? Eu não fiz a série. Sou um diretor contratado para fazer isso. Eles me deixaram entrar e me envolver, e eu realmente amei fazer isso. Mas o corte final não é meu. O corte final é deles; é a escolha dele.

Segundo o diretor, trabalhar com David e Dan era completamente difícil, e quase nunca chegavam a um acordo. Miguel comentou que muito das coisas que imaginava para a série era impossível de realizar como, por exemplo, na sexta temporada, a retirada de Fantasma, o lobo de Jon Snow. O mesmo aconteceu na última temporada da série.

O cineasta revelou que chegou a pensar em um ataque de 50 lobos gigantes contra um dragão morto-vivo:

Havia muitas coisas que as pessoas teriam ficado tão felizes por acontecer – ataques de lobos gigantes e coisas malucas. Em um certo ponto você pensa, “50 lobos gigantes atacando um dragão morto-vivo não faz um bom filme; São coisas que não filmamos; faz parte do processo.”

Sapochnik revelou que os showrunners da série sempre imaginaram Game of Thrones como um grande filme de 70 horas.

Se eu voltar à minha conversa original com eles, eles disseram que queriam que fosse visto como uma obra de 70 horas, visto como um filme completo – e é por isso que eles não queriam diretores diferentes tentando fazer coisas diferentes, eles queriam um estilo que fosse consistente.

Ouça a entrevista completa (em inglês) abaixo:


Redação

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