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Diretor de ‘Bohemian Rhapsody’ é acusado de abuso sexual – entenda a história

Bryan Singer nega todas as acusações.

  Paulo C. Góis    quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Bryan Singer, o diretor de Bohemian Rhapsody, respondeu a novas alegações publicadas no Atllantic nesta quarta-feira [23] de que se envolveu em má conduta sexual com garotos menores de idade.

No relatório, quatro homens alegam que Singer teve encontros sexuais com eles quando eram adolescentes no final dos anos 90. Um dos homens, Victor Valdovinos, diz que ele era um extra de 13 anos de idade no set de “Apt Pupil” quando Singer acariciou seus genitais.

Singer respondeu em um comunicado na quarta-feira dizendo:

“A última vez que postei sobre este assunto, a revista Esquire estava se preparando para publicar um artigo escrito por um jornalista homofóbico que tem uma obsessão bizarra comigo desde 1997. Após cuidadosa verificação de fatos e em consideração à falta de fontes confiáveis, a Esquire optou por não publicar esse jornalismo de vingança. Isso não impediu que esse escritor vendesse a história para o The Atlantic. É triste que o The Atlantic se rebaixasse a esse baixo padrão de integridade jornalística. Mais uma vez, sou forçado a reiterar que essa história retoma as alegações de ações judiciais falsas, impetradas por um elenco de pessoas de má reputação, dispostas a mentir por dinheiro ou atenção. E não é surpresa que, com Bohemian Rhapsody sendo um sucesso premiado, esta peça homofóbica foi convenientemente planejada para tirar proveito de seu sucesso.”

O advogado de Singer, Andrew Brettler, negou à revista que Singer já teve relações sexuais com garotos menores de idade, e disputou vários detalhes das acusações dos acusadores.

Singer foi demitido duas semanas antes do final da produção de “Bohemian Rhapsody” em dezembro de 2017. O filme recebeu cinco indicações ao Oscar na terça-feira, incluindo melhor filme e melhor ator por Rami Malek como Freddie Mercury.

Singer continua sendo o diretor creditado, mas não foi indicado.


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.

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