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Relações com a Yakuza, baralhos eróticos e muito +! 5 coisas que a Nintendo vendia antigamente

Curiosidades sobre a Nintendo que você jamais imaginaria!

  Paulo C. Góis    sábado, 10 de novembro de 2018

A Nintendo nem sempre fazia videogames.

A empresa foi formada em 1889, e antes de Mario, eles tentaram vender praticamente tudo que você possa imaginar. Estamos falando de produtos e serviços que nenhuma mente sã jamais vincularia aos videogames.

Seria impossível listar tudo o que a Nintendo tentou vender, porque tentou praticamente tudo. Há alguns destaques, no entanto, que contam a história de uma empresa tentando desesperadamente encontrar seu nicho – e você ficaria surpreso com o quanto envolve bordéis, a Yakuza e a pornografia.

5. Fornecendo jogos ilegais à Yakuza

Os primeiros grandes clientes da Nintendo foram a Yakuza: sindicatos do crime organizado do Japão. Muito antes de fazerem videogames, a Nintendo se especializou em fazer baralhos e seus maiores clientes eram os cassinos ilegais da Yakuza.

Era um segredo aberto. A Nintendo nem tentou esconder como eles estavam usando seus baralhos – na verdade, estava lá no nome deles. O nome “Nintendo” é uma alusão ao jogo de apostas que, aproximadamente, se traduz em “no final, está nas mãos do céu”.

Alguns acham que o nome tem um significado ainda mais profundo. De acordo com alguns membros da Yakuza, o nome da Nintendo, desde o início, era uma referência sutil ao ninkyo, o conceito de cavalheirismo da Yakuza. Isso significaria que, desde o início dos negócios, eles estavam ligados à máfia japonesa.

A Nintendo fez uma fortuna vendendo cartas de baralho. Eles rapidamente se tornaram a maior empresa de cartas do Japão; eles até conseguiram o contrato para as cartas de baralho oficialmente licenciadas da Disney em 1959. E, acredite ou não, a Nintendo ainda vende suas antigas cartas de baralho hoje, e elas ainda são as maiores fabricantes de cartas do Japão.



4. Moteis e baralhos eróticos

A Nintendo nem sempre foi uma empresa familiar.

Na década de 1960, eles passaram por uma fase estranha como fornecedores de sexo e pornografia. Tudo começou logo depois que Hiroshi Yamauchi assumiu a empresa. Ele era jovem, tendo abandonado a escola para assumir os reinados da empresa de seu avô, e estava preocupado sobre como todos os veteranos julgariam suas novas ideias. Então, naturalmente, ele demitiu todo mundo antes que eles pudessem reclamar. Para ser justo, ele estava certo. Quando eles ouvissem suas idéias, provavelmente teriam se demitido.

Sob Yamauchi, a empresa começou a lançar novas linhas de baralho pornográficas, com uma mulher nua diferente em cada carta. Eles até lançaram uma linha especial com as fotos da Playboy de Marilyn Monroe em cada cartão. Então eles se mudaram para hotéis de amor: hotéis pagos em bairros para prostitutas se encontrarem com seus clientes ou para dois amantes discretamente. fazerem sexo. Os hotéis de amor da Nintendo não ganhavam dinheiro, mas na época, os rumores diziam que Yamauchi só os configurava para que ele pudesse usá-los de graça.

Yamauchi, diz-se, não foi apenas o presidente – ele era o melhor cliente da Nintendo.

3. Arroz instantâneo

A cadeia de hotéis do amor não foi a primeira ideia aleatória que a Nintendo tentou.

A primeira maneira que Yamauchi tentou expandir sua empresa além das cartas de baralho foi com arroz instantâneo.

Yamauchi notou quantas pessoas compravam macarrão instantâneo e ficou convencido de que poderia fazer uma fortuna fazendo o mesmo com arroz. Então, ele começou toda uma nova linha de fast food da Nintendo montando tigelas de arroz desidratadas individualmente na mercearia. Se as pessoas comprassem macarrão instantâneo, imaginou, imaginem quantas pessoas comprariam arroz instantâneo.

A resposta, descobriu-se, era ninguém. Ninguém comprou. A Nintendo perdeu uma fortuna com o arroz instantâneo, provavelmente em parte porque sua brilhante ideia já existia e já estava sendo vendida por empresas que na verdade já haviam feito comida antes.

Ele estava desesperado para tentar qualquer coisa, no entanto. Yamauchi teve um pequeno ataque de pânico quando visitou a Companhia de Cartas dos Estados Unidos e viu que eles estavam trabalhando em um pequeno escritório e mal conseguindo lucro. Cartas de baralho, ele estava começando a perceber, não seriam um sucesso para sempre. Ele estava disposto a tentar qualquer coisa.



2. Uma companhia de táxi corrupta

A primeira vez que a Nintendo conseguiu lucrar com algo que não fosse baralhos foi quando eles abriram sua própria empresa de táxi. Chamava-se Daiya, e isso na verdade lhes dava dinheiro – e eles seguiram essa onda de sucesso por um mês ou dois meses antes que tudo desmoronasse.

No fim das contas, a única razão pela qual o serviço de táxi da Nintendo era rentável era que eles não se incomodavam em pagar salários a seus funcionários. Seus funcionários estavam morrendo de fome, tanto que mal suportaram isso por um mês antes de se sindicalizar e fazer piquetes por melhores salários.

A Nintendo não podia administrar uma empresa de táxi lucrativa e pagar a seus funcionários dinheiro suficiente para comprar comida, então eles desistiram. E então outro dos seus empreendimentos comerciais se desfez. Este não sobreviveu nem um ano inteiro.

1. Uma cópia de LEGO

Antes de se decidirem por videogames, a Nintendo experimentou muito com brinquedos. Praticamente tudo que você poderia imaginar a Nintendo fez. Eles faziam jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, gangorras e até mesmo carrinhos de bebê, trabalhando em um modelo de negócios que, aparentemente, era jogar tudo o que se imaginava em um alvo de dardos e ver o que ficava preso.

O que os colocou em apuros, no entanto, foi o N&B Block, sua versão de LEGO. A Nintendo pegou as melhores ideias por trás da LEGO e deu a elas uma nova e criativa reviravolta: tiraram a palavra “LEGO” da caixa e colocaram a palavra “Nintendo”.

A LEGO chegou a denunciar a Nintendo, que ganhou a ação. Mas não importa, porque o produto era tão ruim que saiu do mercado em menor tempo.

E aí, curtiram? Já sabiam disso?


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.