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O Doutrinador | “A corrupção é o mais brasileiro dos vilões”, diz diretor

O Doutrinador estreou dia 1 de novembro nos cinemas e está em cartaz nacionalmente. 

  Paulo C. Góis    sexta-feira, 02 de novembro de 2018

Nosso próprio filme de super-herói nacional, O Doutrinador, está prestes a estrear.

Adaptando a história em quadrinhos de Luciano Cunha com direção de Gustavo Bonafé, o filme mostra um homem perturbado à lá Justiceiro e V de Vingança que decide se vingar dos agentes do Estado que enriquecem às custas da miséria da população.

Em recente entrevista ao G1, o ator que estrela o longa, Kiko Pissolato, disse que o filme “jamais poderia ter sido feito na Dinamarca”. Isso vai de encontro à opinião do diretor Bonafé, que afirmou ser a corrupção “o mais brasileiro dos vilões”.

Sobre o Doutrinador, o autor Luciano Cunha disse se tratar de um anti-herói clássico:

É um anti-herói clássico, um protagonista em desequilíbrio, um cara cheio de defeitos. Ele não pode ser apologético, porque é um ser atormentado. E o protesto estava ali naquele momento único da nossa história recente. Até mesmo pelo assunto política e corrupção, foi natural ele estar inserido ali.

Produtor e roteirista do longa, Gabriel Wainer disse que o objetivo da história é representar o sentimento geral de indignação da população brasileira – mas a produção é enfática em dizer que se trata apenas de entretenimento.

O Doutrinador estreou dia 1 de novembro nos cinemas e está em cartaz nacionalmente.

 


Paulo C. Góis

Paulo C. Góis

Paulo Cesar Góis, tradutor e redator. Foi introduzido por Harry Potter no mundo nerd. Desde então devorou de Duna a Sandman, e usa a fantasia e a ficção científica para tornar o universo um pouco mais mágico.

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