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Crítica | “De Repente Uma Família” consegue brilhar graças a seu roteiro engraçado e verdadeiro

O longa conta com Mark Wahlberg, Rose Byrne e Octavia Spencer no elenco

Num primeiro olhar, “De Repente Uma Família” pode parecer apenas mais uma comédia sobre família com Mark Wahlberg, como os da recente franquia “Pai Em Dose Dupla”. Inclusive, o filme conta com o mesmo diretor desta franquia, Sean Anders. Mas, apesar destas similaridades num primeiro plano, a verdade é que “De Repente Uma Família” é um filme original o suficiente, para ganhar seu próprio destaque.

Nele, seguimos Pete (Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne), um casal que em busca de construir uma família, acaba por adotar três crianças, e agora terão que lidar com todas as dificuldades e imprevisibilidades que derivam desta decisão.

O roteiro é baseado em experiências da vida real de Sean Anders, com algumas adições de acontecimentos ocorridos com seus conhecidos. E isto é definitivamente notável, pois o longa nos traz um ar de novidade, e é contado de um ponto de vista, que apesar das liberdades cômicas tomadas, é sincero e verdadeiro.

E estes são sem dúvida, os melhores aspectos de “De Repente Uma Família”. A verdade e pureza da história, em conjunto com uma boa estrutura de roteiro e piadas realmente engraçadas, fazem com que o filme, funcione muito bem para todo tipo de público. As personagens são interessantes, as situações colocadas em jogo engajantes e a narrativa têm fluidez. Mesmo as sub-tramas envolvendo os outros participantes do grupo de adoção, acrescentam humor e vida ao universo do filme.

Outro ponto sólido a se destacar, são as atuações. Rose Byrne têm um papel mais contido comicamente aqui, e o desempenha com segurança. Mark Wahlberg têm um personagem simples mas delicado em suas mãos, e o executa muito bem, trazendo o ar de pai brincalhão mas preocupado com certa facilidade. Octavia Spencer têm uma personagem funcional, e obviamente, não demonstra nenhuma dificuldade para o fazer. As crianças mais novas do filme, Gustavo Quiroz como Juan e Julianna Gamiz como Lita, estão “ok” e funcionam, gerando até alguns bons alívios cômicos. Já a filha adotiva adolescente Lizzy, interpretada por Isabela Moner, já apresenta mais desenvoltura e chega a impressionar.

Mas, nem tudo são flores em “De Repente Uma Família”. A direção de Anders não é das melhores, e sua abordagem para o filme é um pouco ‘clichê’ demais. Ele tenta trazer um trabalho de câmera e montagem estiloso, mas que em muitos momentos só soa como derivativo e fora de lugar. E as escolhas de trilha e músicas que acompanham a narrativa, são definitivamente clichês, e por vezes, desnecessariamente melodramáticas. Com uma abordagem mais ‘crua’ e visceral, o filme poderia ganhar uma projeção e potência maiores.

Em suma, o longa consegue entreter e emocionar o espectador o suficiente, para se bancar como uma boa escolha ao ir aos cinemas. Porém, ficamos com a sensação de que em mãos mais talentosas, este mesmo material, poderia ser ainda melhor.

Resumo:
3.5

Nota

Apesar dos clichês e de uma direção medíocre, “De Repente Uma Família” conta com seu elenco e principalmente com seu bom roteiro para se destacar

Escrito por Luis Borgia

Colaborador, 22 anos, cineasta em formação. Crítico de cinema para o site. Apaixonado por café, filmes de terror e comédia.

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