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Brasileiros lançam revista digital de terror e fantasia – saiba mais!

Entrevistamos a equipe responsável pela publicação, que quer dar espaço para novos escritores do gênero

Os nerds fãs do gênero terror e os leitores saudosos de revistas do estilo Dragão Brasil ganharam um motivo para comemorar: a Revista Necrótica chegou para dar espaço à fantasia e ao horror, estilos por vezes esquecidos no nosso mercado editorial. Pensada para a divulgação 100% brazuca de contos, resenhas e entrevistas sobre os gêneros, a publicação eletrônica foi concebida por três outsiders, munidos apenas com a necessidade de produzir conteúdo de qualidade para esse público. Os amigos de escrita Abel Cavira, João Paulo Effting e K. Diego Scariot conversaram com o Nerd Site sobre o projeto, que acaba de lançar sua primeira edição. Confira abaixo o bate-papo.

O trio avisa: a Necrótica vem com a missão de levar até você, que ama a literatura, conteúdo de qualidade e entretenimento de alto nível. Que sejam bem-vindos!

Nerd Site – Como e quando surgiu a proposta de fazer uma revista sobre terror e fantasia?

Abel Cavira – Há um tempo venho estudando escrita, tentando montar histórias dignas de serem lidas. E meu gênero preferido sempre foi o terror. Numa dessas andanças pelo Wattpad, deparei-me com uma galera que tinha um potencial gigantesco e que pretendia estudar tanto quanto eu. Assim, conheci o Diego e o João, dentre outras feras. Numa bela manhã, recebi a mensagem do João: “Ei, tô com uma ideia de lançar uma revista eletrônica”. Os detalhes de onde vêm a ideia da revista, deixo com ele.

NS – Buscaram como inspiração alguma outra publicação do tipo?

João Paulo Effting – Eu meio que tive a ideia por causa do início de carreira do King [Stephen] e de outros escritores no passado. Existiam várias revistas desse tipo pelos Estados Unidos, onde escritores podiam enviar contos e ser publicados. Sentia falta de algo desse gênero aqui no Brasil, então mandei mensagem pro Diego e pro Abel. Eles curtiram a ideia. Depois disso, arregaçamos as mangas e fizemos acontecer.

NS – Como veem esse mercado que estão buscando? Há espaço para crescimento? Concorrência?

Abel – Falar de espaço no mercado brasileiro, trabalhando com literatura já é difícil, sendo digital então… O problema é termos um país de não leitores. Contudo, vimos que aqueles que amam esse tipo de cultura merecem mais para ler. O espaço para crescimento, seja em qualquer área, depende do esforço de quem quer crescer. Concorrência, desconheço. Acredito que se não existe alguma revista com a mesma pegada em circulação, virá a existir.

NS – Como fizeram a seleção do conteúdo para a edição nº 1?

Abel – Cara, nós estamos funcionando como garimpeiros mesmo. Queremos histórias que sejam literatura, que tenham estrutura, cenas, imagética… Tem muita gente digitando histórias, mas nem todos se dedicam a escrever literatura, estudar linguística, estilística, diálogo, por aí vai. Estamos lendo e lendo, jogando textos na peneira e retirando o ouro que fica.

NS – Como é o ritmo de produção e como estão atuando para as próximas edições?

Abel – De início, a revista sairá mensalmente, todos os dias 20. Já para a edição de outubro, teremos um concurso de escrita com o tema Halloween. O vencedor será publicado na edição nº 2 e entrevistado pelo Diego Scariot. Ademais, a estrutura geral é: mais 3 contos, uma lenda urbana e sua origem, dicas de escrita e curiosidades do terror/horror. Ah! Estamos vendo aí uma entrevista extra de peso… mas não podemos divulgar ainda (risos).

NS – Quem são os profissionais envolvidos no projeto?

Abel – São 4. Eu, que sou redator, revisor e editor; Diego Scariot, que é entrevistador, resenhista e redator; João Effting, redator, revisor e editor; e o Gabriel Hostins, diagramador e designer gráfico da revista.

NS – Têm experiência com produção editorial? Qual a formação de vocês?

Abel – (Risos) Não, não temos mesmo. Estamos apenas querendo mostrar os escritores brasileiros e a cena literária nacional. Buscamos criar um produto de qualidade, estudando e visualizando a estrutura de outras revistas. Quanto à formação, estou graduando em Direito

João – Não tenho experiência alguma com produção editorial. O único que entende dessa parte acho que é o Gabriel, por trabalhar com Design por mais de dez anos. Inclusive a parte de diagramação, criação da identidade da revista e toda essa parte visual ficou com ele. Minha formação é em desenvolvimento de software. Praticamente nada a ver com o que a gente faz aqui.

Diego Scariot – Eu me formei como Designer Gráfico, mas não atuo na área há muito tempo. Atualmente, estou graduando em Direito também.

NS – Quais hobbies de vocês se relacionam com o conteúdo da revista? 

Abel – Amo ler, principalmente terror. Jogo videogame sempre que dá e joguei RPG durante séculos. Sim, sou imortal (risos).

João – Acho que a escrita em si pra nós já é um hobbie. E poder trazer conteúdo de terror é só mais uma diversão para todos nós. Temos planos de adicionar mais conteúdo e não ficarmos presos apenas em livros. Queremos expandir para filmes, séries, jogos e por aí vai.

Diego – Amo assistir e ler tudo relacionado a terror, sempre estou vendo notícias e vídeos a respeito.

Escrito por Bruno Aires

Jornalista carioca que não gosta de futebol e de cerveja, Bruno aprendeu a ler com a Turma da Mônica e só gosta de assistir filmes e séries na ordem cronológica.

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