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Crítica | Com “Vingadores: Guerra Infinita”, Marvel entrega o filme grandioso que sempre sonhou

A Marvel Studios completa 10 anos de seu universo cinematográfico nas telonas, e nada melhor do que marcar esta data, com produções muito especiais e únicas. Primeiro, tivemos Pantera Negra em fevereiro, fazendo história, ao trazer ao mundo um filme de super-herói com predominância de atores negros e com um cunho político de suma importância. E agora, temos o lado mais “moleque” da Marvel predominando e sendo relevante, com Vingadores: Guerra Infinita.

Este é o primeiro filme em que vemos o que os produtores do estúdio sempre sonharam em ver nas telonas, um filme de “saga”, um filme de quadrinhos, até em sua estrutura. Quando me refiro a filme de “saga”, é relacionando este, a franquia de Star Wars. Pois, como vimos por exemplo no Episódio VIII: Os Últimos Jedi, em Vingadores: Guerra Infinita, temos um filme de multi-plot, dividindo-se em núcleos, onde podemos seguir diversas jornadas, com diversos heróis diferentes, em locais distintos e com todos agindo por um bem comum.

Nesta história, é o de impedir Thanos de destruir a maior parte da população do universo, e para isso, os heróis já conhecidos do UCM, se reúnem, para detê-lo de capturar todas as seis Joias do Infinito, que lhe darão o poder para a destruição total.

Acho importante começarmos pela direção do longa, comandada Anthony e Joe Russo, que já foram responsáveis por outros dois filmes do estúdio, Capitão América: O Soldado Invernal e Capitão América: Guerra Civil. Rodeados de muita desconfiança quando assumiram O Soldado Invernal, principalmente por serem apenas conhecidos por trabalharem com comédias até então, como a série de TV Community. Os irmãos Russo jogaram esse receio do público para longe, e entregaram um dos mais sóbrios e melhores filmes do estúdio. Após passarem por Guerra Civil, que basicamente funcionou como um “prequel” para Guerra Infinita, os dois diretores já estavam muito bem habituados a magnitude daquilo que teriam de realizar na sequência.

E realmente, eles não decepcionaram, com movimentos de câmera característicos, já vistos nos dois filmes anteriores, e ao mesmo tempo, colocando uma bela dose de humor evocando seus melhores tempos de Community, os Russo entregam uma direção sólida do início ao fim, comandando dos atores até as cenas de ação, com extrema competência. Tais cenas de ação, que são constantes, e sempre muito bem construídas e realçadas pela trilha sonora de Alan Silvestri.

Chegando no roteiro, assinado por Christopher Markus e Stephen McFeely, temos grandes virtudes, e apenas dois pequenos defeitos. O roteiro vai se desenrolando de forma inteligente, com o aspecto de “saga” já citado anteriormente. O desenvolvimento do antagonista Thanos, é feito de forma consistente durante todo o longa, o colocando quase como o protagonista da história em muitos momentos. Com isto, é claro que nem todos os heróis recebem uma atenção especial, e muitos acabam apenas sendo funcionais para a narrativa, o que é algo natural dentro deste tipo de estrutura. Nos personagens em que se há a oportunidade de trazer peso e um arco em potencial, eles o fazem, como em Thor, que de longe é que mais acaba brilhando no filme, e assim, terminando de vez, de reconstruir sua imagem com os fãs. Além dele, ainda vemos muito mais da Feiticeira Escarlate, de Gamorra (por ser filha de Thanos), de Tony Stark e do Doutor Estranho.

Quantos aos já anunciados defeitos, o primeiro mora no ritmo do filme, que em um ou outro momento passa por uma instabilidade, acelerando e caindo de velocidade de formas um pouco bruscas, o que ao decorrer das 2h40 de duração do longa, acabam por gerar um pequeno cansaço no espectador. E o segundo, é em uma cena específica, onde ocorre a famosa exposição do plano maligno do vilão, que naquele ponto da história, não tinha a menor necessidade de existir.

As atuações, como de costume, estão ótimas, com destaques em especial para os que tem seus personagens brilhando durante o longa, Chris Hemsworth como Thor, Robert Downey Jr. como Homem de Ferro, Elizabeth Olsen como Feiticeira Escarlate e Josh Brolin como Thanos.

Para concluir, em outros termos técnicos, temos destaque para o Design de Produção impressionante, ao conceber diversos universos em um mesmo projeto, e aos Efeitos Visuais extremamente satisfatórios, que dão vida a arte do filme e a personagens gerados por CGI.

Escrito por Luis Borgia

Colaborador, 22 anos, cineasta em formação. Crítico de cinema para o site. Apaixonado por café, filmes de terror e comédia.

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