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Crítica | “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” é puro entretenimento, e funciona muito bem desta forma

22 anos se passaram, e apesar do lançamento de Zathura em 2005, finalmente temos o que se pode chamar de uma sequência para Jumanji. Em “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, temos a história de quatro estudantes que durante a detenção, encontram um vídeo-game antigo no depósito da escola, e então são sugados para dentro do jogo de Jumanji. Para voltarem para casa, eles precisam cumprir todas as missões requisitadas e vencer o jogo.

Aqui não temos nenhuma espécie de conexão com o primeiro filme, o propósito é claro, apresentar Jumanji para uma nova geração de fãs, de crianças principalmente. O roteiro, realizado por Chris McKenna, Erik Sommers, Scott Rosenberg e Jeff Pinker, é bem básico e direto. Temos a premissa apresentada de forma rápida e concisa, o universo de absurdos do jogo é facilmente compreendido e a aventura iniciada. Não espere um filme mirabolante, cheio de dilemas morais ou personagens complexos, é simplesmente um filme de aventura com comédia, feito para divertir e entreter, até mais do que seu antecessor de 1995.

Desta forma, as piadas são bem escritas e em grande parte funcionam, contando é claro com as ótimas atuações cômicas de seus astros. O filme não perde tempo tentando desenvolver dramas profundos, e simplesmente constrói arcos básicos entre seus personagens, para criar alguns respiros dentro de um filme de ritmo engajante e nunca engasgado. Apenas uma cena no filme todo , pode ser chamada de expositiva e desnecessária, de resto, tudo ocorre com naturalidade e conta com alívios cômicos para funcionar.

Em outros aspectos técnicos, como a direção de Jake Kasdan, que faz em “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” seu melhor trabalho, ela é precisa e funcional, com um trabalho de câmera clássico, deixando que os atores tomem conta do filme. A direção de arte é perfeitamente realizada e a edição é excelente, dando uma fluidez impressionante para esse filme de 2 horas de duração. O único aspecto negativo é o CGI, que em alguns momentos não é tão convincente e fica escancaradamente notável, mas por se tratar de uma história que se passa dentro de um jogo de vídeo-game, não chega a ser um grande incomodo.

Por fim, chegamos ao melhor ponto desta produção, as atuações. Com exceção somente, as versões adolescentes dos personagens, vividos por Alex Wolf, Ser’Darius Blain, Madison Iseman e Morgan Turner. Nenhum deles chega a convencer, porém, por sorte, ocupam apenas uma pequena parte do filme. Já suas versões dentro de Jumanji, vividas por Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan, funcionam perfeitamente.

The Rock (D.Johnson), encorpora muito bem o papel de um nerd preso em seu corpo musculoso, e consegue ser hilário e entregar com facilidade suas cenas de ação. Jack Black, vivendo uma patricinha presa em seu corpo, se entrega por completo ao personagem, e tira inúmeras risadas cada vez que entra em cena. O mesmo vale para Kevin Hart, que executa aquilo que têm de melhor com muito destreza, ou seja, piadas. Por outro lado, é o que menos parece estar interpretando um personagem, sendo simplesmente ele mesmo durante todo o longa. Karen Gillan, assim como Johnson e Black, é extremamente convincente, engraçada e com certeza é um nome que continuará a ganhar cada vez mais destaque em Hollywood.

 

Escrito por Luis Borgia

Colaborador, 21 anos, cineasta em formação. Crítico de cinema para o site. Apaixonado por café, filmes de terror e comédia. Começou a amar filmes de terror com o remake de "Dawn of the Dead", mostrando que Zack Snyder tem sua utilidade.

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