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Crítica | “Pokémon O Filme 20: Eu Escolho Você” aposta puramente na nostalgia para ser querido pelos fãs

O início da jornada de Ash Ketchum para se tornar o maior mestre pokémon, é conhecido pela maior parte dos fãs da saga, principalmente para aqueles que nascerão nos anos 90. Em “Pokémon O Filme 20: Eu Escolho Você”, esse momento é resgatado, para recontar de um jeito mais atrativo e resumido, para as novas gerações de fãs, como se deu o começo da aventura de Ash e Pikachu.

A história se inicia na cidade de Pallet, e revemos diversos ocorridos da temporada de Kanto, porém todos acompanhados de coadjuvantes diferentes e em meio à uma nova missão. Aqui, uma pena do lendário Ho-Oh acaba sendo encontrada por Ash, e ele busca encontrar este pokémon, simplesmente para desafiá-lo para uma batalha e criar um novo “amigo”.

É assim, que este filme consegue atrair todas as gerações de fãs de Pokémon, ao trazer momentos de pura nostalgia, e os inserindo à o enorme universo já estabelecido de 1996 até 2017. O maior objetivo deste longa, é claramente recontar essa história já conhecida, e por esse sentido, o filme se paga, pois é dinâmico, não peca por excessos e mostra aquilo que precisa.

Porém, apesar de momentos emocionantes e de recordações importantes, ao se analisar esta obra como um peça cinematográfica, os problemas são notáveis. O roteiro é preguiçoso, com exposições baratas para trazer alguma profundidade aos amigos de Ash aqui, ainda desconhecidos do público. O antagonista, ou antagonistas, são malvados por serem malvados apenas, não trazendo nenhuma novidade aos vilões da saga de filmes de Pokémon.

A estória desta obra sozinha, não é exatamente intrigante ou engajante, e o que leva realmente o espectador a se manter interessado, são os sentimentos de aventura e de conhecer sempre mais o universo de Pokémon, e claro, de descobrir ou redescobrir, o início da jornada de nossos dois heróis. Após um desenvolvimento meio confuso da narrativa, o ato final é sim emocionante, porém no clímax, temos um momento de vergonha alheia deste filme, que simplesmente desconecta o espectador. Quem assistir, vai entender o que estou falando. Ao seu término, a mensagem que fica é da importância da amizade e de que boas ações, resultam em outras boas ações.

As animações são bem realizadas dentro da proposta, misturando a habitual animação mais clássica dos desenhos, com momentos em 3D de maior grandiosidade. A dublagem brasileira é bem feita, porém dá saudade dos dubladores originais, demorando um pouco, pelo menos para os mais velhos, para se acostumar com a voz dos personagens que já temos familiaridade.

Por fim, a direção de Kunihiko Yuyama, que já esteve no comando de outros cinco filmes da franquia, é básica e eficaz dentro daquilo que já estamos acostumados a ver, inclusive na série televisiva. As paletas de cores são similares, quase sempre muito saturadas, as ações das batalhas sempre ficam muito claras para o público, e a narrativa é bem conduzida dentro daquilo que poderia ser feito com o roteiro.

  • Nota
2.5

Resumo

“Pokémon O Filme 20: Eu Escolho Você” é um filme de pura nostalgia para os fãs, principalmente os mais antigos, porém, como obra cinematográfica, não se paga, apresentando um roteiro extremamente preguiçoso.

Escrito por Luis Borgia

Colaborador, 22 anos, cineasta em formação. Crítico de cinema para o site. Apaixonado por café, filmes de terror e comédia.

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