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Crítica | Um gostinho amargo com a versão em live-action de Death Note, produzido pela Netflix

Diga-nos se aprovou ou não esta adaptação. Até a próxima!

  Rodrigo José    quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Olá vocês! Tudo certo? Hoje, depois de segurar dias para escrever algo produtivo sobre a adaptação da Netflix, finalmente venho trazer meu ponto de vista sobre a obra. Não vou aqui ficar comentando o filme, apenas vou pontuar os grandes picos da vergonha alheia. Querem saber mais? Então, leiam mais abaixo. Mas antes, já sabem!

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Bom pessoal, vamos partir da premissa de que a adaptação de Death Note da Netflix não tinha nenhuma intenção de fazer uma adaptação fiel do roteiro original. Como disse nas publicações anteriores à estreia, a adaptação traria diversas modificações, sobretudo para agradar o público americano. Até aí, ok, compreensível e aceitável. Partindo deste ponto, decidi avaliar a adaptação como um filme a parte, baseado no roteiro original de Death Note. Porém, o resultado da adaptação foi mais do que frustrante. Além de mudarem praticamente tudo (a não ser o fato do próprio Death Note), eles não somente mudaram a personalidade de todos, todos os personagens, como os fizeram ser o oposto.

Reprodução: Internet

Já não bastasse o “L” da adaptação tentar imitar algumas coisas de seu original, mas de uma forma sem sentido (como sentar de forma estranha, por exemplo), temos um Light Yagami totalmente oposto ao original. Na obra original, Light é calculista, frio e centrado. Na adaptação, temos um Light “mocinha histérica”, e isso ficou evidenciado, de forma patética, na aparição de Ryuk. Aliás, o Riuk é um dos raros pontos positivos, mantendo aquele ar sinistro, sem deixar entender se estava a favor ou contra o Light.

Outra que podemos destacar é a Misa, pois a mudança de personalidade lhe fez bem. No original, sempre um pau mandado, Misa passa a ser, na adaptação, mais independente, tendo até mesmo um papel maior. O que é um contraste ao Light, que virou um menino chorão, ao qual tenta parecer muito inteligente, mas é só burrada atrás de burrada, que passa a gerar um ódio do personagem por ele ser, na falta de outras palavras, um inútil.

Creio que a revolta com essa adaptação, além das mudanças, além das cagadas, foi aquele final aberto. Qual é a lógica de aquilo ter um final aberto? Dá uma sensação de coisa inacabada, não como se fossemos esperar uma segunda parte, mas como se faltasse ali uns dez minutos de filme. Isso é frustrante, dando ao filme um ar de total desgraça.

Enfim, eu preferi não falar sobre os pontos detalhados desta adaptação, porque… bem, porque não dá, é isso e ponto. Assim como foi Ghost in The Shell, essa é uma adaptação que merecia algum tipo de prêmio, tipo o Framboesa de Ouro. Não interessa a forma como você tente ver esse filme, nem com a mais boa vontade do mundo dá pra gostar dessa adaptação, principalmente pra quem conhece a obra original, aí é pior ainda.

No mais, deixem seus comentários ao final desta postagem e também em nossa página no Facebook! Diga-nos se aprovou ou não esta adaptação. Até a próxima!


Rodrigo José

Rodrigo José

Colaborador, administrador, escritor e pai. Trabalha atualmente em empresa de consultoria em meio ambiente, também colunista em site de música underground (Elegia e Canto) e tenta conciliar o que resta do tempo entre assistir animes e séries.

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