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Crítica | “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” se perde completamente em seu roteiro

“Death Note: Iluminando um Novo Mundo” estreia no próximo dia 2 de agosto.

  Luis Borgia    segunda-feira, 31 de julho de 2017

Nota: Essa crítica se refere ao filme japonês em live-action chamado Death Note: Light Up The NEW World (“Death Note: Iluminando um Novo Mundo”, em português), que teve teve lançamento nas salas de cinema brasileiro pela Warner Bros., não tendo nenhuma ligação com a versão da Netflix.

“Death Note: Iluminando um Novo Mundo”, que estreia no próximo dia 2 de agosto, é mais um filme baseado no famoso mangá e anime Death Note, servindo como uma espécie de sequência para o filme lançado o filme de 2006. Aqui, os livros da morte continuam pelo mundo, e uma força-tarefa no Japão busca parar estes acontecimentos.

O filme é dirigido por Shinsuke Sato, que também irá dirigir o novo filme adaptação do mangá Bleach, atualmente em pós-produção e com estreia para 2018. Sato apresenta uma boa decupagem e um cuidado muito grande com toda a parte de design de produção do longa, porém para por aí. A direção de atores é preguiçosa e o estilo de montagem adotado no filme cria um ritmo lento e com sobras, fazendo com que o filme se torne longo demais e extremamente cansativo.

O melhor ponto do filme com certeza é a direção de arte num geral. As ambientações são bem escolhidas e montadas, a maquiagem é discreta e funcional (tirando o sangue, que é ruim), e o figurino é condizente com o da cultura japonesa. As artes conceituais dos “Deuses da Morte” também são bem feitas e bonitas, porém perde impacto no espectador, pois o CGI deixa um pouco a desejar.

Infelizmente, tudo de positivo que se possa falar acaba aí. Tendo como seu pior aspecto o roteiro, escrito por Katsunari Mano. O longa é completamente descompassado, desestruturado (sendo difícil até dizer quando termina e começa um ato) e com reviravoltas sem nexo.

Em seu primeiro ato, passa tempo demais tentando ambientar e explicar origens para seu espectador, ao invés de fazer isso durante os acontecimentos (um ótimo exemplo disso, é o filme Star Trek de 2008). Isso faz com que esta parte inicial seja longa, parada demais e dê a impressão de que não está evoluindo. Em seu desenvolvimento, a história começa a entrar em alguns aspectos da investigação policial e até consegue fornecer algum engajamento, mas não o suficiente. No ato final, temos seu pior momento. Reviravoltas ou tentativas de reviravoltas constantes, seja com seu protagonista e ou coadjuvantes, que culminam em um plot twist terrível, sem preparação alguma. Além disso, há um número exagerado de personagens, não existindo assim, desenvolvimento ou motivação suficiente para nenhum deles.

Quanto à atuações, algumas estão dentro de um padrão regular, como a de Masahiro Higashide, que interpreta o agente Tsukuru Mishima. Porém, outras são completamente destoantes e caricatas. Destaque negativo para o protagonista Sôsuke Ikematsu, que viveu Ryuzaki, sucessor do agente L.


Luis Borgia

Luis Borgia

Colaborador, cineasta formado. Crítico de cinema para o site. Apaixonado por café, filmes de terror e comédia.

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