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Crítica | “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” se perde completamente em seu roteiro

Nota: Essa crítica se refere ao filme japonês em live-action chamado Death Note: Light Up The NEW World (“Death Note: Iluminando um Novo Mundo”, em português), que teve teve lançamento nas salas de cinema brasileiro pela Warner Bros., não tendo nenhuma ligação com a versão da Netflix.

“Death Note: Iluminando um Novo Mundo”, que estreia no próximo dia 2 de agosto, é mais um filme baseado no famoso mangá e anime Death Note, servindo como uma espécie de sequência para o filme lançado o filme de 2006. Aqui, os livros da morte continuam pelo mundo, e uma força-tarefa no Japão busca parar estes acontecimentos.

O filme é dirigido por Shinsuke Sato, que também irá dirigir o novo filme adaptação do mangá Bleach, atualmente em pós-produção e com estreia para 2018. Sato apresenta uma boa decupagem e um cuidado muito grande com toda a parte de design de produção do longa, porém para por aí. A direção de atores é preguiçosa e o estilo de montagem adotado no filme cria um ritmo lento e com sobras, fazendo com que o filme se torne longo demais e extremamente cansativo.

O melhor ponto do filme com certeza é a direção de arte num geral. As ambientações são bem escolhidas e montadas, a maquiagem é discreta e funcional (tirando o sangue, que é ruim), e o figurino é condizente com o da cultura japonesa. As artes conceituais dos “Deuses da Morte” também são bem feitas e bonitas, porém perde impacto no espectador, pois o CGI deixa um pouco a desejar.

Infelizmente, tudo de positivo que se possa falar acaba aí. Tendo como seu pior aspecto o roteiro, escrito por Katsunari Mano. O longa é completamente descompassado, desestruturado (sendo difícil até dizer quando termina e começa um ato) e com reviravoltas sem nexo.

Em seu primeiro ato, passa tempo demais tentando ambientar e explicar origens para seu espectador, ao invés de fazer isso durante os acontecimentos (um ótimo exemplo disso, é o filme Star Trek de 2008). Isso faz com que esta parte inicial seja longa, parada demais e dê a impressão de que não está evoluindo. Em seu desenvolvimento, a história começa a entrar em alguns aspectos da investigação policial e até consegue fornecer algum engajamento, mas não o suficiente. No ato final, temos seu pior momento. Reviravoltas ou tentativas de reviravoltas constantes, seja com seu protagonista e ou coadjuvantes, que culminam em um plot twist terrível, sem preparação alguma. Além disso, há um número exagerado de personagens, não existindo assim, desenvolvimento ou motivação suficiente para nenhum deles.

Quanto à atuações, algumas estão dentro de um padrão regular, como a de Masahiro Higashide, que interpreta o agente Tsukuru Mishima. Porém, outras são completamente destoantes e caricatas. Destaque negativo para o protagonista Sôsuke Ikematsu, que viveu Ryuzaki, sucessor do agente L.

  • Nota
1.5

Resumo

Com um péssimo roteiro, “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” não agrega positivamente ao mangá e ao anime, e provavelmente só vale sua ida ao cinema se for um grande entusiasta da obra original. Nos fazendo esperar, que a adaptação feita pela Netflix, que estreia no dia 25 de agosto deste ano, seja no mínimo melhor.

Escrito por Luis Borgia

Colaborador, 22 anos, cineasta em formação. Crítico de cinema para o site. Apaixonado por café, filmes de terror e comédia.

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