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Crítica | Carros 3 é quase uma homenagem ao seu primeiro longa mas está longe de receber o selo Pixar de qualidade

Assim como os filmes da Disney são em sua maioria clássicos, a Pixar, até antes mesmo de se juntar ao Mickey e sua turma, sempre foi reconhecida pelo poder de contar histórias com elementos direcionados ao público infantil, mas que acaba cativando toda a família.

Quando Carros foi lançado lá em 2006, nos apresentando ao carro de corrida mais famoso do mundo, Relâmpago McQueen, e seu melhor amigo dentuço, um guincho velho, Mate, cativaram não só as crianças, como também os adultos.

O longa também teve duas indicações ao Oscar 2007, nas categorias “Melhor Filme de Animação” e “Melhor Música Original”.

Mas, como o filme tinha um grande potencial de gerar produtos para a venda, a Disney tratou logo de planejar uma sequência, que só chegou cinco anos depois. Dessa vez Carros 2 não chegou nem perto do que seu antecessor fez, sendo massacrado pela crítica especializada e pelo grande público, no entanto, as vendas de brinquedos voltaram a crescer.

Agora, quase 10 anos depois da estreia do primeiro filme da franquia, a Disney Pixar, retorna com Carros 3 e o futuro incerto de Relâmpago McQueen.

Na trama, o corredor mais famoso da história das corridas já não está mais em seu auge e, com as novas tecnologias, Relâmpago Marquinho McQueen é quase um vovô das pistas. E é com essa premissa que o filme parte e se sustenta em praticamente todo o desenrolar da história.

Sem entrar muito em detalhes e entregar spoilers, Carros 3 é uma espécie de volta as origens. Dessa vez temos praticamente todos os personagens presentes do primeiro filme, temos mais de Radietor Springs e seus amigos.

Carros 3 é quase uma homenagem ao seu primeiro longa, mas também explora novos elementos e até temos o empoderamento feminino no filme. Dessa vez, a Disney explora o lado dos carros corredores femininos e mostra mais delas nas corridas e, talvez (provavelmente), coloca aqui mais um novo elemento a ser explorando comercialmente na hora de licenciar novos produtos e abrir o leque de seu publico alvo, que até então eram só meninos.

Mas devemos destacar que toda a franquia Carros sempre esteve muito aquém dos outros filmes produzidos pelo estúdio da Pixar. É difícil colocar ele perto de filmes como Toy Story, Monstros S.A, Os Incríveis e UP – Altas Aventuras.

Carros 3 é um filme que vale a pena assistir nos cinemas, se redime quanto ao se antecessor, e homenageia o primeiro filme, mas ainda está longe de receber o selo de qualidade dos filmes da Pixar.

Até mesmo, o curta que passa antes do filme, e que costuma ser outro ponto marcante nos filmes do estúdio, é de longe um dos mais fracos apresentados.

Escrito por Vitor Cayres

Criador, 25 anos, formado em Publicidade e Propaganda, paulista e, enquanto não consegue ir para Marte, acredita que um dia teremos respostas sobre as origens dos Aliens.

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