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Crítica | “7 Desejos” é previsível, clichê e esquecível

“Sete Desejos” (Wish Upon) é o próximo filme de terror a sair nos cinemas brasileiros, com estreia marcada para o dia 27 de julho. Dirigido por John R. Leonetti, de Annabelle (2014), o longa traz a história de Clare (Joey King), que recebe uma caixa de desejos mágica de seu pai, mas acaba descobrindo que todo desejo tem um preço alto a se pagar.

O filme confirma todas as expectativas, é previsível, clichê e esquecível. John Leonetti como diretor não funciona, não sabe trabalhar jump scares, como já havíamos visto em Annabelle, apela para trilhas sonoras gritantes e chamativas, muitas vezes para tentar assustar o espectador sem motivo algum, e tem uma direção de atores bem fraca. As únicas coisas boas que podemos dizer sobre seu trabalho é a atenção dada a fotografia, executada por Michael Galbraith, com um ótimo uso da iluminação, e a atenção à colorização, muito bem trabalhada na pós-produção. Mas isso era esperado, já que Leonetti trabalhou como diretor de fotografia em outras oportunidades, como nos filmes Invocação do Mal (2013) e Sobrenatural (2010) de James Wan, por exemplo.

É claro que o roteiro de Barbara Marshall não ajuda em nada, e é com certeza o pior elemento de toda a produção. Apesar de o filme não se tornar cansativo em nenhum momento, o roteiro é completamente previsível, deixando o filme sem graça e sem nenhuma expectativa. Os personagens são rasos e sem graça, só vemos algum desenvolvimento na protagonista Clare, mas suas emoções são mal conduzidas durante a trama. As mortes do filme remetem muito as ocorridas na franquia Premonição, conseguindo ser ainda menos criativas. O ato final só continua na mesma toada do restante e se conclui com duas mortes péssimas, simplesmente péssimas.

O filme tenta ser um terror adolescente, mas cai em todos os clichês já conhecidos, e graças as atuações, fica ainda pior.

Somente duas atrizes estão aceitáveis em “Sete Desejos”. Joey King como Clare, conduzindo o filme sem muitos problemas até chegar ao ato final. Aí, quando começa a ser mais exigida, acaba despencando junto ao filme. A outra é Shannon Purser, mais conhecida por interpretar Barb em Stranger Things, e aqui como June Acosta, amiga de Clare. Porém, como seu personagem é subutilizado a maior parte do tempo, não chega a trazer um brilho especial ao filme.

De resto, todos estão completamente forçados em meio a gigante convenção que é este longa. Ki Hong Lee, conhecido de Maze Runner, já com seus 30 anos de idade, não tem mais condições de fazer um jovem no colegial. Mas com certeza, o maior destaque negativo vai para Sidney Park, que apesar de uma certa experiência com TV durante sua carreira, é terrivelmente escalada para o papel de Meredith, amiga de Clare viciada em vídeo-games. E assim, acaba destoando de maneira gritante durante todo o filme.

O trabalho de direção de arte do filme só vai de acordo com as necessidades. Não é impressionante, mas está ali e executa o que é pedido.

Escrito por Luis Borgia

Colaborador, 22 anos, cineasta em formação. Crítico de cinema para o site. Apaixonado por café, filmes de terror e comédia.

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