Críticas

CRÍTICA | Já assistimos “O Sono da Morte”

O Sono da Morte estreia nos cinemas brasileiros no dia 1º de setembro.

  Vitor Cayres    quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Na última quarta-feira (18) tivemos a oportunidades de conferir o mais novo filme de terror do diretor Mike Flanagan (O Espelho, Hush: A morte Ouve), “O Sono da Morte”, estralado por Kate Bosworth (Superman – O Retorno, Para Sempre Alice ), Thomas Jane (O Nevoeiro) e o ator mirim Jabob Tremblay (O Quarto de Jack).

O plot do filme é sobre uma criança que nasceu com um dom: seus sonhos se tornam reais. Mas assim como os sonhos, os pesadelos também acabam criando formas concretas e, esses, podem ser mortais.

A história começa quando o casal Jessie (Kate Bosworth) e Mark (Thomas Jane) perdem seu filho pequeno e descobrem que não poderão ter outro filho, e decidem adotar Cody (Jacob Tremblay). Coby acaba se adaptando bem à nova família, mas com o tempo começam a surgir os problemas.

Com sua estreia marcada para 1º de setembro, o longa tem seus problemas pontuais. Com sustos previsíveis, o filme conta com praticamente total ausência de trilha sonora, o que faz o trabalho diferente dos outros filmes do gênero na hora de levar o espectador ao espanto.

Além de trabalhar com o gênero terror e suspense, “O Sono da Morte” também trabalha com um lado de fantasia na hora de criar toda a mitologia que cerca o “bicho-papão” que acompanha o pequeno Jacob em seus pesadelos.

Com uma estética impecável, ainda mais quando se trata dos sonhos do garoto, o longa peca na hora de emplacar os atores Kate e Thomas como pais. A atriz até que consegue convencer como a mãe que perdeu o filho de forma trágica, porém Thomas se esforça para entregar um pai que se culpa pelo ocorrido, mas não chega lá.

O filme também deixam alguns pontos soltos ao se encaminhar para o final. Com uma história original, o público é levado a uma quase bela conclusão.

Já o papel interpretado pelo prodígio Jacob Tremblay é algo a parte. Diferente de outros filmes que usam crianças para contar histórias de terror sempre de forma clichê, Jacob não é uma criança sinistra, não levando o publico a temer Cody, mas sim os seus pesadelos.

Por fim, O Sono da Morte não é uma obra prima do gênero terror, mas cumpre alguns requisitos. No final, a história surpreende e acaba sendo mais do que uma simples história para não dormir.


Vitor Cayres

Vitor Cayres

Fundador, formado em Publicidade e Propaganda, paulista e, enquanto não consegue ir para Marte, acredita que um dia teremos respostas sobre as origens dos Aliens.

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